Em resposta ao post da Dira, hoje.



Temo minhas noites pesadas da insônia

de tanto mal se espalhando pelo mundo.


Temo sonhar para não ver crianças

do Líbano recebendo mísseis

com desenhos feitos por crianças de Israel.


Temo acordar para não sentir o vento frio

da morte rondando os céus e ameaçando

a todos com sua foice sem olhos.


Temo amar para não precisar chorar

o adeus fatal, que um dia nos separará.


Temo viver num mundo caótico,

onde crianças sofrem

a inexistência da infância.


Temo nunca mais recuperar minhas asas,

meu sorriso, minha esperança.

 

...recebí um e-mail da amiga Clarice, do Identidade Perdida, comentando sobre a frase "Temo sonhar para não ver crianças do Líbano recebendo mísseis com desenhos feitos por crianças de Israel." Como sempre, atenta e extremamente delicada, ela pede desculpas pelo comentário e envia um esclarecedor artigo escrito pelo jurista Alan Dershowitz. Caso alguém queira ler o referido artigo, basta solicitar que envio por e-mail. Abaixo, a resposta enviada a ela e que serve para deixar clara minha posição nesta absurda guerra, que todos assistimos com o coração apertado e mãos atadas, sem saber o que fazer...

 
não há absolutamente nada a desculpar, ao contário; sou eu quem devo me desculpar. Eu conheço a situação e, embora seja contra conflitos armados, nunca deixei de "julgar" o Hizbollah e o Hamas, assim como seus financiadores e incentivadores, os verdadeiros culpados pela onda de horrores que se abate sobre aqueles países, com o risco de espalhar-se pelos vizinhos. Coloco nesse meio também os dirigentes das grandes potências que, cada qual conforme seus interesses, coloca-se de um lado ou do outro - alguns até em cima do muro. Também não deixo de notar que os dirigentes de Israel acabam quebrando alguns acordos internacionais, conforme suas conveniências. Enfim, todos os envolvidos, direta ou indiretamente têm suas culpas neste conflito. Assim como nos outros que pipocam mundo afora.
Só não têm culpa nenhuma as crianças israelenses que, instigadas por adultos, vão crescendo nesse clima de beligerância, separatismo e ódio, chegando a fazer desenhos nas ogivas das bombas que serão lançadas contra o Líbano, talvez caindo sobre outras crianças libanesas, igualmente inocentes nessa guerra de horrores. Essa minha frase foi fruto do que chamamos de "liberdade artística", inspirada numa das fotos amplamente divulgadas nos últimos dias, mostrando uma garotinha israelense desenhando inocentemente sobre um míssil. Claro que não creio que as crianças israelenses e palestinas se odeiem, mas infelizmente os extremismos de seus pais, parentes e vizinhos vão incutindo esse sentimento nelas.
Obrigado pelo excelente artigo e por chamar minha atenção para a frase que pode ser vista como uma tomada de posição minha favorável a um dos lados desta hedionda guerra que abomino.
 
Beijo,
 
Zeca.


 Zeca07 - 18h35
[   ]




 
(Re)fazendo a vida - segunda parte
 
Enquanto tudo o que foi contado no post anterior acontecia, os escândalos envolvendo as maiores "autoridades" do nosso país foram se multiplicando e deixando-nos, a todos, com aquela sensação de revolta e impotência que todos já conhecem tão bem. Em consequência do total desgoverno, os negócios foram enormemente afetados e minha empresa enfrentou vertiginosa queda no faturamento, obrigando-me a tomar medidas de emergência, incluindo a pior delas, que é o corte de funcionários. Ressalto que ainda estamos em fase de (re)adaptação aos novos tempos, com medidas de economia e de contenção de despesas. 
Há poucos meses, comecei a sentir uma dor chata no pescoço, como se fosse um torcicolo, que acabou se revelando o início de uma tendinite, que me atrapalhou enormemente. Após chapas, fisioterapias e medicamentos, acabei enxotando a tal tendinite com uma série de aplicações de acupuntura. Santas agulhas! Nem bem curei a tendinite, levei um tombo quebrando parte de um dos dentes da frente, ralando o lábio, cotovelos e joelhos e "quase" quebrando o braço. Novas dores, que me martirizaram durante um bom tempo! 
Aí precisei fazer uma nova viagem para resolver algumas pendências e, na volta, como percebesse que o movimento dos meus pais era mesmo em direção a São Paulo, fiz com que eles tomassem uma decisão: ou ficassem aquí, ou fossem para lá. Como já esperava, a opção foi mesmo pela violenta e poluída metrópele, onde acabamos comprando um pequeno apartamento para eles. O imóvel precisava de uma reforma e, durante esse período, minha mãe acabou pegando uma bronco-pneumonia; esteve internada desde o último dia 07 e eu, correndo de lá pra cá e de cá pra lá. Agora já melhorou, teve alta e está em seu novo apartamento. Enquanto isso, arranjei tempo para combinar a rescisão do contrato do apartamento, trocando-o por outro, menor e sem aquela maravilhosa vista. Mudei e está quase tudo arrumado, faltando agora apenas os detalhes finais para que eu o considere realmente habitável.
E não contei que o meu computador andou dando pau, primeiro com um vírus que deu enorme dor de cabeça, fazendo-me perder arquivos inestimáveis, incluindo textos já preparados para publicação. Depois do vírus, surgiram problemas técnicos que o internaram durante uns dez dias, sendo seguido da impressora que, invejosa, também exigiu sua quota de internação. Prontos e recuperados, ocorreu a mudança e a Telemar, pra variar, me deu um cansaço de mais de uma semana para mudança de endereço. 
Agora, parece que as coisas estão novamente se encaixando, pois o telefone está funcionando, o computador e a impressora totalmente recuperados e meus pais se adaptando bem à nova vida em São Paulo, onde já tem uma amiga contratada para cuidar dos serviços domésticos e da alimentação. 
Agora é ver se consigo recuperar o tempo perdido na blogosfera, (re)contatar os amigos tão queridos e (re)inserir-me neste mundo que tanta falta me faz! 


 Zeca07 - 16h16
[   ]




 
(Re)fazendo a vida - primeira parte
 
Após mais um longo período afastado daquí, nada como uma retrospectiva do que tem me acontecido nos últimos meses para depois, esquecidas as partes desagradáveis, retome minha vida de sempre, que inclui (claro!) a blogosfera!
 
Pois é! Parece que não sossego nunca! Estou sempre (re)fazendo algo... (re)começando, (re)estruturando, (re)vendo, (re)novando!
De tranquila que era minha vidinha de pouco mais de dois anos atrás, quando iniciava este espaço, ela foi se transformando e, agora, ando às voltas com a escassez de tempo (e às vezes, de paciência), para dar conta do turbilhão em que me ví envolvido, sem perceber que foram minhas próprias decisões que me colocaram alí.
Quem me acompanha há mais tempo sabe que, em agosto de 2004 eu comprei a parte do meu sócio e fiquei sozinho com a empresa. Fiz planos de reorganização, resolví mudar o nome da loja, dar uma renovada no lay-out e na grade de produtos. Quase tudo foi realizado, menos a mudança do nome, não aprovada pelos clientes. Sim! Fiz uma consulta aos clientes que, por unanimidade, rejeitaram o novo nome, preferindo que fosse mantido o antigo, já conhecido por todos e gravado na memória da cidade. 
Ainda teve aquele caso escabroso daquele sujeito golpista que se aproximou de mim usando sua esposa, tentando dar-me um golpe, talvez até para apossar-se da minha empresa. Ainda bem que sou um pouquinho esperto e, quando estava quase descobrindo tudo, eles, mais espertos ainda, escapuliram, deixando um rastro de pequenos golpes pela cidade toda.
Depois, entre novembro e dezembro, minha mãe teve um problema sério de saúde, chegando a ser internada na UTI por duas vezes. Após a alta do hospital, em acordo com o cardiologista, resolvemos que meus pais viriam morar comigo, pois não era aconselhável que ficassem sòzinhos em São Paulo. Providenciada a vinda deles, vendí o meu pequeno (e muito querido) apartamento e aluguei um maior, que lhes desse conforto. Só que, dos doze meses de 2005, entre idas e vindas, eles permaneceram aquí apenas durante quatro meses! E nestes quase sete meses de 2006, já estão há quase quatro fora daquí. E eu, sòzinho naquele apartamentão. Tá certo que ele tem uma vista privilegiada para o parque da cidade, mas é grande demais para uma pessoa viver só. Toda a solidão que eu nunca sentí no meu pequeno apartamento (que também tinha uma vista privilegiada), se instalou depois que nos mudamos para o grande.
Ainda no ano passado, entre fevereiro e março, comecei a gripar e enfraquecer, o que acabou sendo diagnosticado (e tratado) como uma virose, quando, na verdade, era uma pneumonia provocada por fungos (pneumocysti carinii - acho que é assim que se escreve). Entre abril e maio fui piorando, com enorme perda de peso e dificuldade para respirar e acabei sendo internado em São Paulo por quase três semanas, ficando ainda alguns meses em repouso para me recuperar daquela que quase me levou para o outro lado da vida. Mais para o fim do ano, comecei um check up que me obrigou a viajar com frequência para Sumpaulo, terminando apenas no início deste ano. Ainda bem que estava tudo bem e minha pneumonia já era coisa do passado.
 
continua...
 


 Zeca07 - 16h54
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