JAMES DEAN, A LENDA

 

O próximo dia 30 de setembro marca o cinqüentenário da violenta morte de um dos maiores mitos do cinema: James Dean. Jovem, bonito, talentoso e com a carreira recém iniciada em franca ascensão, tinha a mente em ebulição e ainda não havia encontrado seu lugar, o que o levava a freqüentes atos de rebeldia e de insatisfação.

James Dean era homossexual, mas encarnou magnificamente na tela, jovens galãs que deixavam as mocinhas suspirando por ele. Ator de apenas três filmes, um deles inacabado.

Seu primeiro filme, “Vidas Amargas” (1955) deu-lhe de cara o reconhecimento da crítica e do público. Nesse filme, Dean era o filho órfão de mãe, que disputava com o irmão o amor do pai e de uma vizinha. Ganhador de um único Oscar, o de atriz coadjuvante, o filme foi também indicado para concorrer ao prêmio de diretor, roteiro e ator, na primeira vez em que um ator já morto foi indicado. Vidas Amargas foi lançado em março, seis meses antes do trágico acidente.

Havia o filme “Assim Caminha a Humanidade”, terminado dias antes do acidente que o vitimou, deixando o boato de que algumas cenas ainda não haviam sido dubladas pelo ator.. Neste filme, Elizabeth Taylor e Rock Hudson viviam os personagens principais e Jett Rink (James Dean) apenas completava o triângulo amoroso com o casal, fazendo um empregado que, após brigar com o patrão,  acaba encontrando  petróleo em terras que havia herdado, tornando-se milionário, enquanto a família de Rock Benedict (Rock Hudson) insiste em continuar com a criação de gado. É uma história do Texas, contada por meio da trajetória de uma família. E com seu carisma, sua interpretação pessoal, linguagem corporal e exibições com o laço, James Dean rouba completamente as (poucas) cenas em que aparece. Por este filme, lançado em 1956, os dois atores foram indicados ao Oscar, embora o prêmio não coubesse a nenhum deles.

O filme estrelado por ele e por Natalie Wood,  “Juventude Transviada”, abordava um tema pouco discutido na época: a delinqüência juvenil. Dean fazia um adolescente incompreendido (Jim Stark) que entra em conflito com uma gangue de rebeldes numa nova escola e acaba participando de um desafio mortal com navalhas, além de envolver-se com a ex-namorada (Judy) do rival e com um garoto mais novo que o idolatra (Plato). Sal Mineo, que interpretou Plato, assassinado em 1976, acabaria mais tarde assumindo sua homossexualidade e confessando sua paixão platônica por James Dean.

Ele, Marlon Brando e Montgomery Clift foram os três atores que revolucionaram seu trabalho nos EUA, levando uma sensibilidade pessoal, quase neurótica à interpretação. Seriam os precursores de Robert de Niro e Al Pacino. E antes deles, apenas Gary Cooper e Clark Gable, que representavam um estilo clássico de atuação, conseguiram imortalizar-se entre os maiores do cinema.

Não poderia deixar de mencionar aqui a única mulher com quem James Dean manteve seu aparentemente único relacionamento heterossexual, apaixonado e intenso. Trata-se de Geraldine Page, que lhe proporcionou a abertura das portas do sucesso quando, apostando toda a sua reputação profissional, exigiu a permanência do rapaz na peça. Eles atuaram na peça “Os Imoralistas”, uma adaptação do romance de André Gide, onde o casal principal, Geraldine Page e Louis Jourdan faziam os recém-casados Marceline e Michel que, não conseguindo consumar seu casamento após dois meses, viajam em lua-de-mel para a Argélia onde Michel é seduzido por um rapaz árabe chamado Bachir (James Dean). Após ver uma das pré-estréias da peça em Nova York, Elia Kazan, encantado com a atuação do rapaz, especialmente com a fabulosa cena da “dança das tesouras”, onde Bachir seduz Michel cortando o ar com tesouras invisíveis, resolveu oferecer-lhe o papel de um dos protagonistas de “Vidas Amargas”, com um contrato da Warner Bros.

Ao que parece, Geraldine Page nunca esqueceu James Dean. A relação durou apenas três meses e meio, mas os momentos passados juntos foram intensos e inesquecíveis. Como se quisesse criar recordações para a amada, o rapaz fez para ela diversos desenhos, retratando-a, aos outros atores da peça e alguns esboços livres, alguns deles eróticos e mesmo homoeróticos. Um deles mostra a cabeça de Marlon Brando pronta para ser servida numa bandeja carregada por um garçon. Parece ser uma vingança do jovem contra o ator já famoso que sempre se recusou a atender os inúmeros telefonemas do admirador.  Antes e depois de Page, os principais relacionamentos de Dean foram com homens. Qualquer relação heterossexual que o envolvesse era, muito provavelmente, criada com fins publicitários por seu estúdio em Hollywood. 

Embora breve, sua vida foi tão intensa que o trágico acidente que o vitimou concorreu para a criação de um mito, com várias lendas. E James Dean mantém-se, ainda hoje, como o jovem de vinte e quatro anos, bonito e carismático, rebelde e com uma aura marginal que lhe confere um encanto todo especial. Quem conheceu seu trabalho na época não o esquece e, mesmo entre os mais jovens, ele exerce uma estranha força de atração que faz com que seu nome seja sempre lembrado entre os maiores atores de todos os tempos. 



 Zeca07 - 22h22
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O NASCIMENTO DE UM ANJO
 
Ele acordou sentindo frio. Sua pele estava arrepiada e seus pés, gelados. Encolheu-se na escuridão, abraçando-se, na tentativa de aquecer o corpo nú. Resolveu sair e, colocando com perícia suas asas, abriu-as, movimentou-as e, suavemente deixou-se elevar pelo espaço. Em seu vôo solitário e noturno, já não sentia frio, embora uma sensação de vazio invadisse sua alma. 
 
Um corpo sem vida jazia à beira do rio, sem roupas, com algumas marcas de brutalidade e manchas de sangue. Aproximou-se admirando as belas formas enquanto passava, lentamente, os braços sob aquele corpo inerte, levando-o consigo. 
 
Num local abrigado, deitou-o sobre um tapete de grama e impôs sua mãos, movimentando-as sobre todo o corpo, sem tocá-lo. Enquanto isso, seus lábios se moviam na cadência de uma oração e seus olhos observavam a pele macerada que, ao mesmo tempo em que ia perdendo as feridas e manchas escuras, ganhava um tom levemente rosado. Depois de algum tempo, deitou-se sobre o jovem e, colando aos seus os lábios do outro, soprava suavemente um pouco do ar que o traria de volta à vida. 
 
O jovem começou a respirar, seus membros ganharam vida, movimentando-se lentamente, dois olhos azuis como o céu iluminaram aquele belo rosto e um suave sorriso abrandou suas feições. Olhava para o seu salvador como se quisesse lembrar-se de algo ou entender o que fazia alí; sobre o seu corpo, aquele anjo de olhar suave. Estendeu os braços, tocou com as pontas dos dedos as asas semi abertas e, num impulso, abraçou-o trazendo-o para junto de sí. Seus corpos unidos se aqueciam enquanto as batidas dos corações soavam juntas, em perfeita harmonia. Seus lábios se uniram novamente, agora num beijo carinhoso que selava a união de ambos.
 
Quando o sol começou a despontar no horizonte, os primeiros raios de luz iluminaram dois corpos que dormiam serenamente, abraçados e com um par de asas ao lado. O anjo acordou e, após alguns minutos observando seu companheiro, começou a preparar novo par de asas pois sabia que não mais voaria sozinho. Suas noites solitárias e frias haviam terminado.
 
O doce sorriso do jovem anjo que nascia acompanhava os firmes movimentos do outro ajustando-lhe as asas. Ele não se importava com o passado. Sua vida havia começado quando seus olhos se abriram sob o olhar atento do outro, sentindo o peso do corpo ainda desconhecido sobre o seu. Sua pele rosada exalava um aroma de flores e seu corpo aquecido pela ternura parecia-lhe leve, pronto para flutuar no espaço.
 
 
 


 Zeca07 - 09h54
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A Loba ( http://lobabh.zip.net/index.html ) e eu resolvemos fazer um exercício, criando um texto a quatro mãos. Saiu um conto, publicado logo abaixo. Ela enviou um texto que considerei completo, sem necessidade de nenhum acréscimo. Ela insistiu e acabei inserindo a minha parte onde procurei criar(?) uma história que contivesse a dela, sem alterar a essência. Sinceramente, desse sanduíche, continuo preferindo o recheio, tão bem elaborado e temperado no ponto certo, que nenhum pão conseguiria melhorar. Apenas, talvez, contê-lo para melhor ser saboreado.

Espero que gostem.

De olhos bem fechados

 

Nem ao menos sabia como, mas estava alí, naquele saguão do aeroporto, com o bilhete na mão, aguardando a hora do embarque. Estava tenso e ansioso; nada a ver com a aeronave que o levaria a esse encontro quase inesperado. Gotas de suor escorriam-lhe pela testa e enxarcavam sua camisa. Sentia-se como se tivesse voltado no tempo, talvez uns trinta anos. Finalmente chegou o momento do embarque. Afobado sentou-se no lugar marcado, fechou o cinto e ficou aguardando o inevitável.
 
De olhos fechados, ele era surdo aos murmúrios do avião. Pensava nestes novos caminhos que queimavam-lhe a visão e deixavam o coração balançando arritmicamente.
Tudo fugira ao seu controle. Ele queria sexo, ela queria amizade. Sexo para ela dependeria dos olhos, do toque, dos sinais do coração. Ele já fora querendo-a. Seu corpo rolando na cama nas várias noites insones o fizera estar ali.
Sabiam ambos do tesão que explodia nas noites da net. Mas não sabiam dos olhos nos olhos. Olhos que se prenderam em meio ao burburinho do shopping, levando-os a uma cama de motel.
Deitado ao lado dela descobrira: queria todas as suas manhãs emolduradas pelo raio de sol no corpo dela. Queria seu cheiro invadindo vontades e desejos. Queria os olhos brilhando nos seus. Ela sorrira e lhe beijara o peito. Não seria preciso dizer-lhe, ela jamais seria sua.
Ele queria amá-la todos os dias. Ela queria amá-lo vez ou outra.
Uma dor fina passou por suas entranhas. A dor de uma saudade insidiosa fazendo-se irmã gêmea do amor desconhecido.
 
Lembrou-se das incontáveis mulheres com quem conversara em salas de bate papo da internet. Até que aparecera aquela, especial, cujas palavras o fizeram voar por céus ignorados, sonhar desejos abrandados, desejar sabores desconhecidos. Em cada nova conversa, novos desejos despontando.  Ele foi vencido pelo charme daquela mulher. Levou-a para onde pudessem estar a sós. Caiu-lhe aos pés, entregando-lhe tudo o que possuía de mais íntimo: seu sexo, seus desejos, seu tesão e até mesmo seu orgulho.  

Abriu os olhos para nada ver. Seus olhos haviam ficado presos aos dela. Agora reconhecia-se também alma. Tarde demais. A alma emaranhara-se na dela. Ficara presa, enroscada no sorriso angelical da mulher que lacerara sua carne e instalara em si desejos desconhecidos. Descobrira que não há linha divisória entre o céu e o inferno. Ela fora capaz de levá-lo a transitar entre trombetas e o arder do fogo eterno.
 
Seu corpo queimava, seu coração se comprimia. Ele a queria cada vez mais. Ele a queria como nunca quisera ninguém. Disposto a tudo, tudo deixara para trás para seguí-la em sua mudança para outro estado. Ele a conquistaria, a convenceria a aceitá-lo inteiro, como ele desejava. Ficariam juntos e viveriam felizes, dias de amor e luxúria, dias de paz e de guerra. Confundiriam seus suores, seus gemidos, seus orgasmos. Seus corpos acabariam sendo um; pernas entrelaçadas, bocas gulosas trocando saliva, explosões orgásticas coroando orgias sem fim. Iriam à Igreja, ao Supermercado, ao trabalho. Passeariam de mãos dadas, fariam novos amigos. Viveriam plenamente um para o outro. Se apoiariam e envelheceriam juntos.
 
Sentiu o vibrar do celular. A boca secou. O coração disparou. Tensão no corpo, esperança na alma. Seria ela?
 
Uma dor fina passou por suas entranhas. Foi se instalando e se espalhando por todo o seu corpo. Aos poucos, foi se convencendo de que era a dor do amor, a dor que acompanha uma alma atormentada pelo desejo, pela paixão. Não abriu os olhos. Apenas um ricto contraiu seus lábios. O suor continuava escorrendo por sua testa e suas mãos, descruzando-se, cairam para os lados, inertes. Seu corpo relaxou.
Ouviu-se apenas um suspiro profundo enquanto o ricto em seus lábios foi-se transformando em um meio-sorriso fixo, imóvel. 



 Zeca07 - 10h40
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HALOSCAN

 

Trocando e-mails com uma amiga (Loba, corpus et anima, que pode ser visitada no delicioso http://lobabh.zip.net/index.html ) ela sugeriu colocar um haloscan no Janelas Abertas para acabar com as letrinhas chatas dos comentários do uol. Claro que aceitei, pois também as acho muito chatas (aquelas letrinhas e numerozinhos para confirmar nossos comentários). Colocada a nova caixa de comentários, ela me ensinou a respondê-los, o que pretendo fazer logo.

 

Para responder aos comentários, basta entrar no site do haloscan www.haloscan.com e fazer o login: username e senha (a mesma do uol). Depois, clicar em Manage Comments (no menú à esquerda da página) para ver todos os comentários. Aí é só escolher um, clicar em Edit e aguardar a abertura da telinha com o comentário; dar Enter duas vezes e responder. Clicar em Save e... pronto! Está respondido!

 

Agora vem a parte que diz respeito ao próprio haloscan. Nesta postagem, eu vou indisponibilizar a caixa de comentários do uol, deixando apenas a do haloscan. Para isso, basta ir até as Configurações do blog, entrar em Comentários, depois em Alterar Opção e, lá no final da página, clicar em Desativar Comentários. Como sou um pouco abusado, perguntei a ela se perderia todos os comentários já feitos. Não, não se perde nada. Eles continuam lá, embora não apareça nenhuma referência a eles no blog. Ficam apenas dois parênteses vazios que, uma vez clicados, mostram os comentários.

 

Aí, como eu sou absolutamente leigo no assunto, um verdadeiro analfabetico em informática, resolví preparar este texto para eventuais outros leigos como eu entenderem o que se passa. Assim, não perco os comentários antigos e, se outras pessoas também quiserem acessá-los, já sabem que basta clicar entre os parênteses vazios para lê-los. Simples assim.

 

 



 Zeca07 - 11h35
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PARCERIA CIVIL E ADOÇÃO DE CRIANÇAS POR CASAIS HOMOSSEXUAIS
 
Dando sequência a assuntos atualmente em debate por, senão toda, pelo menos parte da sociedade civil, vamos destacar hoje a parceria civil registrada e a adoção de crianças por casais gays.
 
O Deputado Roberto Jefferson (aquele mesmo!), que foi relator do projeto de autoria de Marta Suplicy, que tem a finalidade de regulamentar a união estável entre pessoas do mesmo sexo, apresentou um substitutivo ampliando as disposições daquele projeto. O Pacto de Solidariedade, inspirado em projeto semelhante francês, é expansivo a casais de qualquer sexo. Tramitando desde 1995 pela Câmara dos Deputados sem ser votado, que voltou a ser comentado quando o discutível presidente da Câmada, Sr. Severino Cavalcanti prometeu incluí-lo na agenda de agosto, sem, claro, cumprir mais essa promessa.
 
Esse projeto busca assegurar a duas pessoas do mesmo sexo o reconhecimento de sua parceria civil registrada, com a proteção dos direitos à propriedade e à sucessão, constituindo-se mediante registro em livro próprio nos Cartórios de Registro Civil. O parceiro terá, entre os demais direitos, o de ser considerado beneficiário do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependente do segurado, com direito, inclusive, à pensão no caso de falecimento do outro. Ficam garantidos também os direitos à sucessão, limitados ao usufruto da quarta parte dos bens, se houver filhos do parceiro morto; à metade dos bens se não houver filhos e à totalidade da herança na falta de descendentes e ascendentes. E, caso os bens deixados resultarem de atividade em que haja colaboração do parceiro sobrevivente, este terá direito à metade dos bens. Ainda reconhece o direito de composição de rendas para aquisição da casa própria e todos os direitos relativos a planos de saúde e seguro de grupo.
 
E por quê precisam os homossexuais lutarem para terem seus direitos reconhecidos por lei? Estes direitos têm sido reclamados há muito tempo pela maioria das pessoas homossexuais, que buscam garantir seus relacionamentos estáveis, já que a grande maioria da população não respeita as diferenças, discriminando-os e excluindo-os de quase tudo o que não sejam obrigações. As pessoas cujas orientações sexuais são diferentes das convencionais sofrem todo tipo de restrição, desde olhares enviezados, piadinhas de mau gosto, até atos discriminatórios abertos, como perda de emprego, expulsão da casa paterna, proibição de frequentar determinados lugares públicos e tantos outros. A cultura cristã que impera no planeta "se esquece" de que essas pessoas vivem, estudam, trabalham, interagem com outras e, além de tudo, contribuem com a vida em sociedade consumindo, pagando taxas e impostos e, muitas vezes prestando serviços de extrema importância para a comunidade. São profissionais, ocupando desde os mais humildes postos, até professores, médicos, engenheiros, cientistas e até mesmo políticos, entre tantas outras profissões que não selecionam opções sexuais para poderem ser exercidas. 
 
E assim como estão reivindicando o direito de registrar seus relacionamentos estáveis, buscando mais respeito e garantias para suas opções, passaram também a exigir o direito de poderem formar uma família, com o direito de criarem filhos, através da adoção de crianças. 
 
Eu não tenho uma opinião formada a respeito destes assuntos, embora o tenha quanto ao direito à adoção de crianças. Nossa Constituição já permite que pessoas solteiras adotem crianças, logo, não vejo maior problema que crianças também possam ser adotadas por casais homossexuais, sejam eles casados ou não. Existem milhares de crianças em orfanatos à espera de uma família, pois não têm nenhuma. Sabemos que existem orfanatos que procuram fazer o melhor pelas crianças sob sua responsabilidade, assim como também existem muitos que não deixam de ser simplesmente um depósito de crianças, sem os mínimos cuidados necessários. Sem contar as ruas, que estão repletas de meninos e meninas sem um lar estruturado, sem uma família com condições mínimas de oferecer-lhes o básico para sua formação como seres humanos. Logo, não vejo motivo algum para negar a essas crianças todas a possibilidade que um casal, convencional ou não; assim como uma pessoa solteira, lhes possam abrir através da adoção. Parto do princípio de que, se alguém se dispõe a procurar uma criança para adoção, ela possua, no mínimo amor, afeto, carinho para dar àquele ser em formação. 
 
E você? Tem opinião formada sobre estes assuntos? Qual a sua opinião a respeito?


 Zeca07 - 22h36
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Da complexidade humana, verdadeiro microcosmo onde se manifesta a luz da criação, surgem novas esperanças da união de mentes e corações voltados aos caminhos da paz.
(Humanos)
 
A minha amiga Keila, a Loba, http://uivosdaloba.weblogger.terra.com.br , começa assim o seu último post: "Tínhamos o desejo de abrir uma página voltada para as questões do corpo, da alma, que falasse de saúde, educação, meio ambiente, animais, pessoas, emoções e sentimentos, filosofia, misticismo e outras possibilidades. Já temos esse cantinho! É o HUMANOS, http://humanosnomundo.zip.net . Vale a pena nos fazer uma visita!"
 
Fui lá conferir e, após ler todos os textos publicados (nem são muitos, já que o blog existe há aproximadamente um mês), saí com a sensação de haver encontrado verdadeiros seres HUMANOS no pleno exercício de suas responsabilidades, pois o HUMANOS NO MUNDO é feito por várias pessoas, amigas e companheiras. São textos que falam de atendimento médico,de poderes inerentes aos seres humanos com a possibilidade de causarem uma verdadeira explosão de luz e força interiores. Falam de lendas, como a que mostra a serenidade de Hakuin. Ou sobre a adoção de animais abandonados, texto tão polêmico, que frequentemente causa discussões acaloradas. Nos emocionam como o faz o olhar da criança esfarrapada que, orgulhosa, carrega o que poderá transformar-se em alimento para seus familiares, mostrando-nos que a dignidade do ser humano pode existir em qualquer condição. Nos mostra como fazermos algo pelo mundo em que vivemos, utilizando o exemplo da pedrinha atirada ao lago que, vai formando ondas circulares que se espalham em todas as direções, como o fazem nossas atitudes. Num texto enxuto e direto, nos mostra a importância da água para a continuação da vida neste planeta, nos levando a toda uma gama de recursos ofertados gratuitamente pela natureza e aos quais não costumamos dar a devida importância. E nos sensibiliza com uma delicada carta de um bebê a sua mãe, que abre entre os leitores a possibilidade de outra discussão acalorada: o aborto.
 
Enfim, este novo espaço criado por seres especiais, luminosos, que estão, à sua maneira, dando o seu recado. Fazendo a sua parte. Não permitindo que sua passagem por este mundão seja apenas um simples passeio, mas sim a passagem de alguém que tem algo a dizer, uma experiência a passar.
 
Deixo aquí a minha humilde contribuição, indicando uma visita a este novo espaço. Vale a pena.
 
E deixo também os meus parabéns aos seus criadores, HUMANOS que são.
 


 Zeca07 - 21h57
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Saudade companheira
 
 
Deixando um pouco de lado a indignação, vamos mudar de assunto e falar sobre outros sentimentos, como a saudade, por exemplo. Como todos sabem, estive afastado da blogosfera durante alguns meses, devido a diversos problemas que me afetaram diretamente. No início do ano, comecei a ter gripes que ia "curando" com remédios caseiros no início e de farmácia (incluindo injeções) quando percebí que a tal gripe era muito resistente. Ou estava perdidamente apaixonada por mim...
 
Nesse período, minha participação no mundo dos blogs começou a espaçar-se, devido aos mal estares que sentia permanentemente. Mas sentia muita saudade desse contato com tantos amigos blogueiros feitos aquí. Passei a ler os textos, embora nem sempre encontrasse forças para comentá-los. Era uma forma de fazer com que a saudade fosse um pouco menor.
 
Por fim, pouco depois da páscoa, me encontrava num estado lastimável. Febres noturnas, respiração pequenininha, cansaço ao menor esforço, falta de apetite e tantas outras coisas desagradáveis que me acometiam. Tenho um amigo farmacêutico, que estava, de certa forma, acompanhando minha "gripe" e que, numa determinada tarde, resolveu levar-me ao hospital local para uma consulta médica, pois estava bastante preocupado comigo. O médico, numa rápida consulta onde, nem ao menos me deu a mão para um cumprimento protocolar (imaginem se iria tocar-me para auscultar, medir a pressão ou a temperatura!), ao ouvir o relato dos mal estares foi declarando prontamente: "- Trata-se de uma virose. Todo mundo na cidade está sofrendo com isso. Vou receitar uns remédios e um antibiótico e, em poucos dias, você estará novo em folha."
 
Voltei para casa e iniciei o tratamento. Os dias passavam e eu piorava.
 
O pior de tudo é que, desde o final do ano passado, quando minha mãe esteve duas vezes na UTI devido a problemas com o coração, eu resolví trazê-los (meus pais) para morarem comigo, para poder cuidar melhor dos dois velhinhos. E para não preocupá-los, eu fazia das tripas coração para que não percebessem como estava me sentindo realmente. Mas a cada dia se tornava mais difícil enganá-los. Até que resolví telefonar para o meu irmão e pedir socorro. Eu não me sentia em condições de viajar sòzinho para São Paulo e não queria que meus pais percebessem minha situação. Pedí ao meu irmão que viesse me buscar e que me levasse para um hospital.
 
Assustado, meu irmão veio imediatamente e, como estávamos mesmo resolvendo alguns negócios de família, demos a desculpa de que iríamos a São Paulo para isso e que, no caminho, passaríamos pela casa dele que estava sendo reformada para que eu opinasse em alguns itens de decoração.
 
No hospital, fui internado imediatamente. Completamente desidratado e com um quadro claro de pneumonia, os médicos iniciaram uma bateria de exames para detectar o tipo de mal que me afligia à procura do melhor tratamento. Meu irmão não podia ficar comigo no hospital. E nem mesmo mora em São Paulo - ele mora em São José dos Campos. Eu preferí não alertar mais ninguém, nenhum outro parente e nem mesmo nenhum amigo. Me sentia tão mal que preferia ficar sòzinho, pois um acompanhante acabaria me incomodando muito mais que a solidão de um quarto de hospital.
 
- continua abaixo -
 
 


 Zeca07 - 16h09
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Saudade Companheira

- continuação -

 

Nos primeiros dias, tinha a sensação de que estava morrendo e comecei a me preparar para o momento final. Por incrível que possa parecer, não sentia medo da morte, apenas me sentia frustrado por deixar meus pais sòzinhos, logo agora que eu havia resolvido cuidar pessoalmente deles. Os dias foram passando, os exames se multiplicando e eu... melhorando. Após tres ou quatro dias já comecei a me sentir um pouco melhor, sem aquela sensação de morte iminente.

E foi detectada a tal pneumonia que, para piorar a situação, não era nada comum. Trata-se de uma pneumonia causada por fungo, difícil de ser detectada e tratada, chamada "pneumocistis carinii" (acho que é isso). Acabei ficando praticamente tres semanas hospitalizado, mais duas semanas no apartamento em São Paulo, aí sim, já com meus pais sabendo da situação e lá, cuidando de mim. Depois voltei pra São Lourenço e permanecí ainda um bom tempo sob cuidados médicos, tomando remédios fortes e me resguardando.

Nesse meio tempo, todo o restante da minha vida foi para o espaço! Enquanto me recuperava da internação, ocupava meu tempo tentando reorganizar minhas coisas, meus negócios, enfim... tudo! E isso deu um trabalhão, pois tudo acabou ficando desorganizado, contas que deixaram de ser pagas e precisaram ser renegociadas, loja totalmente sem rumo, precisando de uma remexida geral, reestocagem, promoções para fazer dinheiro e recuperar clientela. E eu sem poder estar fisicamente nos lugares, pois estava proibido pelos médicos de qualquer tipo de esforço físico. Mas pouco a pouco tudo foi se reencaixando, deveres e obrigações sendo cumpridos, loja se recuperando, clientes retornando, sem contar a saúde, que retornava dia a dia. Hoje estou até um pouco acima do peso, pois precisei fazer uma super alimentação, aliada aos remédios e vitaminas, para ajudar na recuperação. O meu médico já disse que poderemos, na próxima consulta, discutir minha volta às atividades físicas mais fortes, como caminhadas, exercícios em academia e até mesmo uma dieta para perda de peso.

E enquanto tudo isso acontecia, claro que toda uma gama de sentimentos ia passando por mim diariamente. Alguns mais fortes, outros menos presentes, mas sempre companheira lá estava ela, a saudade! Saudade da minha vida, dos meus pais, dos amigos, do trabalho, de tantas coisas... mas fortíssima a saudade dessa convivência que é difícil de explicar, mas que todos nós, blogueiros, compreendemos tão bem... saudade dos amigos feitos aquí, dos seus textos, comentários, mensagens trocadas, carinho, amizade.

Agora voltei! Já visitei praticamente todos e até alguns novos, escreví alguma coisa não muito do meu estilo, mas pertinente ao momento político que estamos vivendo. Arrisquei até um conto (quase) pornográfico. Agora, com esta explicação, creio que todos poderão saber o que me afastou durante os últimos meses e me sinto pronto para voltar a publicar os meus textos. Já até ensaiei alguns rascunhos, que pretendo terminar e compartilhar nos próximos dias. Ou, quem sabe, um novo trabalho conjunto coma minha amada bruxinha Mel - já estamos tentando voar juntos.

Com muito carinho a todos.


 Zeca07 - 16h04
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UMA HISTÓRIA (QUASE) PORNOGRÁFICA...

 
Mariana sentiu os braços que a envolviam esmagando seus seios contra um peito forte e vigoroso. Entre suas pernas, dureza e quentura abriam caminho, pulsando e pressionando. Lábios experientes circundavam suas orelhas, desciam pelo seu pescoço, procuravam os seus lábios, pressionando-os e abrindo caminho para uma língua curiosa e desejosa de calor e carinho. Dedos sinuosos que, ainda há pouco exploravam seus mamilos entumescidos, já pressionavam seu sexo que parecia querer abrir-se como uma flor. Suas respirações, ofegantes, se confundiam enquanto as línguas travavam uma batalha querendo, cada qual, encontrar seu lugar na boca do outro. Pouco a pouco ela foi se entregando às carícias virís, gemendo suavemente e permitindo que ele a tocasse onde quisesse, sem oferecer resistência. Pelo contrário, ia relaxando todos os seus membros, todos os seus órgãos, todos os seus sentidos, permitindo que ele a manipulasse e a fizesse voar por todos os prazeres (in)imagináveis. Quando ele desceu seus lábios à procura de intimidades mais profundas e apropriou-se do clítoris úmido e pulsante, Mariana foi se virando lentamente até alcançar-lhe o membro envolvendo-o em seus lábios ressecados pelo desejo. A língua do amante sabia exatamente como trabalhar aquela vagina umedecida e carente. A língua de Mariana aprendia a devolver-lhe o prazer passeando por todo o corpo daquele membro desejoso de explorações inusitadas. Pouco a pouco ele foi penetrando aquela boca começando a fazer movimentos ritimados, levando-a quase à loucura. Seus gemidos passaram a pequenos gritos guturais, seus olhos deixavam cair lágrimas de prazer, seu corpo todo tremia, suas entranhas imploravam por mais, cada vez mais. Nesse momento, uma enorme necessidade de sentí-lo inteiro dentro de sí fez com que ela fosse abrindo as pernas e puxasse a cabeça do amante de encontro à sua, trazendo novamente o corpo másculo e suado para cima do seu, posicionando-se para recebê-lo, enquanto sua boca sugava a língua dele. Foi sentindo a aproximação do momento mágico com o calor exalado daquele membro entumescido nos embates amorosos, como um toque nervoso entre suas pernas, numa tentativa de penetração, ainda que suave e carinhosa. Ele alí, com o corpo meio suspenso sobre o dela, posicionando-se carinhosamente para penetrá-la devagar, prolongando ao máximo o prazer esperado. A respiração de Mariana era forte, misturada a gemidos de prazer enquanto se contorcia oferecendo melhores caminhos ao parceiro. No exato momento em que suas entranhas sentiram a entrada daquele membro, à procura de seus mais profundos segredos, o homem largou todo o seu peso e, num gemido rouco, inundou-a numa explosão líquida e quente. Após alguns extertores, retirou-se de repente e, virando-se com a barriga para cima, suspirou num prazer profundo e satisfeito, sem nem ao menos olhar para ela que, puta da vida quebrou-lhe a cabeça com o vaso de murano que enfeitava o criado mudo.


 Zeca07 - 19h28
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E agora?
Ainda vamos permanecer calados?!
ACORDA, BRASIL !!!
 
 
 
Recebí de um amigo um texto a respeito dos fatos relacionados (e não explicados) ao assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, integrante do setor dirigente do PT e candidatíssimo ao cargo de "Primeiro Ministro" após a posse. Fala também de uma teoria que defende a tese de que ele teria descoberto um esquema de corrupção e decidido por fim a isso, acabando assassinado. Diz também que, se essa teoria tiver algo de verdadeira, desde 2001 o setor dirigente já apresentava fissuras embora continue coeso até hoje; o "pré-golpe" pela hegemonia dentro do futuro governo foi prontamente abafado, embora todos os participantes ainda corram o mesmo risco. O autor do texto termina declarando não acreditar totalmente nessa hipótese, embora admita que tudo esteja relacionado à corrupção. Que o próprio ex-prefeito assassinado estava envolvido como participante, que seu assassinato deu-se por interesse de elementos corruptos de alguma forma contrariados, deixando uma verdadeira máfia dentro do governo. E que, nesse caso, já nem o impeachment seria suficiente... mas sim uma intervenção das (pasmem!) "Forças Armadas"!
 
Como vêm, o que nos provoca toda essa vergonha, todo esse axincalhe do qual estamos sendo vítimas. Já faz com que pessoas de bem cheguem a pensar nas forças armadas como solução!
 
Embora me sinta indignado e desencantado com tudo o que tenho visto, jamais pensaria numa solução como essa para nossos problemas. 
 
Reproduzo abaixo partes da resposta enviada ao e-mail desse amigo:  
 
" Infelizmente, não tenho melhores argumentos para debater sobre o caso, pois trata-se de outra sujeira (das grandes) varrida para baixo dos tapetes e nós, simples e comuns brasileiros, nunca teremos acesso livre e irrestrito às informações pertinentes. Todas as notícias já publicadas mostram enormes incoerências e levam a crer que tudo não passou mesmo de limpeza de arquivo... não só ele, mas outras pessoas envolvidas já foram devidamente "apagadas" e o grande e melhor amigo, acusado de ser o principal envolvido nesse crime, responde ao processo em liberdade... logo... o que podemos pensar a respeito???
 
Familiares do ex-prefeito assassinado lutam para a reabertura das investigações, inclusive com informações não divulgadas, mas não estão obtendo sucesso nisso. Enquanto isso, no reino encantado de Brasília... os poderosos de plantão lutam para varrer montanhas de lixo tóxico para baixo dos tapetes persas que já mostram saturação, mas ainda servem para essa finalidade. E os poderosos de TODOS os partidos existentes, incluindo os de oposição, lutam para manter nosso digníssimo presidente fora do mar de lama que se espalha não só por todo o território nacional, como já se faz presente em paraísos fiscais e outros paraísos mundo afora... Veja que o Lullinha Paz e Amor agora deu para inaugurar até mijador de escola de cidadezinhas do interior, onde fala para os mais humildes naquele seu linguajar tão típico, procurando manter os pobres coitados que o ouvem na ilusão de que tudo continua normal e, a exemplo dos avestruzes, mantendo sua cabeça enterrada na areia para não ver o que se desenrola no mundo real. Tanto é que, até o presente momento, elle não se dignou a tomar uma posição firme e frontal sobre nenhum dos assuntos que assolam nossas inteligências e tem-se mantido o mais longe possível de Brasília, deixando que o circo pegue fogo, que os bombeiros de plantão tentem apagá-lo do jeito que puderem para, só então, retornar, preferencialmente com o ar triunfante de quem fez de tudo para manter o governo em pé.
 
Se for continuar falando sobre isto, creio que gastarei linhas e mais linhas da mais pura indignação, sem conseguir ajudar nem um pouco o debate proposto por você e levantado pelo seu amigo. Infelizmente, como disse no início, não me sinto com informações suficientes para levar este tipo de debate adiante, até mesmo porque todas as informações que seriam necessárias para tal encontram-se debaixo de algum legítimo tapete persa num dos palácios imperiais do planalto."


 Zeca07 - 20h40
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