Brincando com as palavras... em homenagem à Dira, à Mariza e ao Rick




A Dira, aquela que nos leva a deliciosas viagens ao céu da boca, a deliciosa Madame Min, honrou-me há muito pouco tempo, com o convite para fazermos juntos um texto. E o publicou em seu blog. Ainda por cima conseguiu a adesão de outra mulher fabulosa, aquela com quem sempre proseamos deliciosamente, a Mariza Lourenço, que encerrou nossa "brincadeira" com chave de ouro. O Rick, outro grande escritor, acabou entrando na brincadeira também e resolvemos fazer outra história a três mãos. A Dira, o Rick e eu. Eu não convidei a Mariza pra ser as sétima e oitava mãos por timidez. A Dira e o Rick, eu não sei... Em todo caso, os três são muito bons, já conhecidos de muitos de vocês. Aos que não os conhecem, sugiro que façam uma visita aos seus blogues, pois verão que vale a pena.

A Dira é encontrada no http://madamemin.zip.net ;

A Mariza, no http://www.marizalourenco.blogspot.com/ e

O Rick no http://desobedienciasexual.weblogger.terra.com.br

Agora, chegou a minha vez de, com todas as honras, apresentar a vocês, um texto escrito a seis mãos, e duas vezes por cada par de mãos. Começa com uma introdução minha, seguida de uma trama armada pelo Rick e um quase desfecho dado pela Dira, que tento desmontar em seguida, para ser subjugado pelo Rick e finalizado, com maestria, pela Dira. Espero que curtam, pelo menos tanto quanto nós curtimos.

E é a eles que eu dedico este post:



O CANTO MISTERIOSO



Todos os sons paravam quando ele soltava a voz. Era como se cada ser aguardasse um momento mágico, onde era emitido um som inesquecível, inigualável. E assim era. Fasol cantava. Não cantava sempre, apenas quando sua voz não suportava mais a prisão e rebelava-se contra seu algoz, libertando-se e evoluindo pelo ar em círculos que se propagavam até o infinito. E era nesse instante que o próprio tempo parava.

Diziam os pescadores das montanhas vizinhas, que Fasol havia sido deixado na pequena ilha de pedras, por uma nave espacial, minutos após ter vindo à luz. Durante cento e cinco dias, foi cuidado por deuses do Mundo Superior, sem tocar o chão. No final desse período, a Deusa colocou seus pezinhos sobre a pouca terra da ilha e, um a um os deuses se foram, deixando-o ali, com alguns guardiões que o alimentavam, ensinavam e satisfaziam suas necessidades.

Sobre um amontoado de pedras, no meio do enorme e plácido Rio Min, cercado pelas altas montanhas chinesas, existe apenas o templo da deusa do céu, ladeado por uma sagrada figueira-de-bengala. Seu reflexo nas águas assemelha-se a um quadro surrealista.

E nesse cenário paradisíaco Fasol foi crescendo, solitário de amigos, porém feliz, por não saber o significado da amizade. Sabia apenas o que era viver e ser servido. Falava apenas o necessário com as poucas pessoas que dele cuidavam e ouvia o pouco que lhe diziam. Seu corpo era banhado diariamente, massageado com óleos perfumados por mãos desprovidas de carinho, seus longos e negros cabelos eram escovados e se via envolvido em pedaços de linho macio, cobrindo uma nudez indiferente. E passava os dias vagando silencioso pelo templo, ou sentado em uma pedra, olhando para o infinito, rio-montanhas-céu, vazio de desejos e de pensamentos. Assim, existia dentro dele um ser que desconhecia, dotado de vida e vontade próprias que, vez ou outra, irrompia pelos seus órgãos e saía por sua boca, emitindo um som que ele não entendia. Mas era o som que o tempo parava para ouvir, extasiado.

Quando seu canto cessava, sem que ele mesmo soubesse porquê, a figueira-de-bengala voltava a farfalhar suavemente ao toque brisa que retornava. O Rio Min voltava a enviar suas águas para algum lugar do qual elas jamais voltavam e fiapos de nuvens passeavam, lentamente, pelo azul do céu longínquo. Apenas das montanhas distantes vinham alguns sons indistintos e, vez ou outra, algum ser estranho alçava vôo, elevando-se em direção ao sol e depois voltando ao ponto de partida. Havia também alguma coisa muito pequena, que deslizava pelas águas do rio, mas ele não fazia idéia do que poderiam ser aqueles risquinhos escuros, que continham formas que se moviam. Deslizavam pelas águas durante algum tempo até que, pouco a pouco iam retornando aos seus lugares de origem onde desapareciam tão misteriosamente quanto ressurgiriam quando o escuro da noite que cobria tudo cedesse novamente a vez àquela suave luz que surgia longe, muito longe, saindo de dentro das águas e se espalhando, como o som que brotava de dentro do seu corpo, iluminando, aquecendo e colorindo todo o universo que Fasol conhecia. E, de alguma forma, ele sabia que era isso que ele cantava. (Zeca)


Mas um dia o Rio Min voltou. Voltou com suas águas e com elas uma novidade: Em cima das águas, flutuando, estava um homem, um jovem de asas enormes e penas brancas, trazendo consigo uma cítara, de onde extraia um som tão belo e provocador quanto o canto de Fasol. Com uma única diferença. Ao contrário, quando as cordas da cítara eram beliscadas pelos dedos do rapaz, nada parava, tudo se agitava, brisa virava vento e o rio virava mar. Moitas viravam árvores e o sol, este senhor, ficava mais quente. No entanto, como era a primeira vez que aquilo acontecia, todos ficaram com medo. Medo de um possível confronto entre os artistas, mas não só isso. Medo também que uma harmonia, que sempre existiu lá, fosse quebrada, será que alguns ficariam ao lado de Fasol e outros ao lado do jovem e sua cítara? Não se sabia.

Para que a harmonia continuasse, era preciso que não houvesse sentimentos. Nenhum. Sentimento era algo desconhecido naquele lugar. Pois onde há sentimento, há o conflito. Há o amor e há a dor. Lá, nada disso se sabia. Nem se sabia que a união do canto do Fasol com as notas de uma cítara trariam todo o sentimento. E o jovem, ao pisar no jardim da terra firme, perdeu suas asas, arrancadas pelo vento e virou um humano. (Ricardo)


Desprovido de sua divindade, o belo jovem virou mortal, nem tão belo quanto o som que emitia de sua cítara, mas sedutor como o canto de sereia. Fasol, ao invés de sentir-se ameaçado em seu equilíbrio natural do templo em que vivia, sentiu que seu coração sofrera o impacto de nuvens carregadas que se chocavam quando ele parava de cantar. Não decifrava o seu sentimento, visto ser desprovido de todos. Olhou-se no espelho, contemplou tamanha beleza e quis ser o anjo que tocava cítara. Estava assim instalado o caos. Fasol quis ser anjo, e os deuses se quedaram sensibilizados. Ele rompeu o próprio equilíbrio, abriu seus baús de mistérios diante da lua, fez-se luz a contrapor com o som da cítara e pediu aos deus para ser mortal . Fasol e o anjo, agora homem, criaram juntos as tempestades, quando ambos entoavam uma sinfonia de beleza e sons. A natureza parava extasiada para vê-los, homens comuns num dueto de sentimentos e sons sem igual.

As manhãs na montanha tinham agora uma cor diferente, e os deuses, antes apenas padrinhos orquestravam os sons e os sentimentos alheios, a fim de que homens, anjos, montanhas, rios e mistérios, vivessem a harmonia de serem imperfeitos.

Dira

Como o espaço é insuficiente, deixo a continuação, com os três últimos textos de cada um de nós, para a próxima postagem...


 Zeca07 - 21h29
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UMA ÓTIMA SEMANA PARA TODOS


Peço licença aos amigos para reproduzir aqui, partes do texto publicado no Prozeando com Mariza, um dos melhores blogues que conheço. Segundo suas próprias palavras, com as quais concordo totalmente, a violência atinge a todos, indiscriminadamente, independendo da conta bancária, da raça e do gênero. Nem ela, como advogada, ou eu, como cidadão, pretendemos discutir acerca ou não da aplicabilidade da lei penal e de suas supostas brechas., pois não padecemos da falta de leis, mas sim do descaso das autoridades, da falta de vontade política para as modificações necessárias para que todos possamos usufruir nossas vidas com dignidade e segurança.

Um grande abraço e minha gratidão.



Zécarlos.




GABRIELA, UMA BORBOLETA




Somos larvas nos casulos
Esperando o momento certo
De sermos transformados em belas borboletas
Sentimo-nos limitados e fatigados
Desejamos ser renovados e alçar vôo
Alcançando novos céus
Deixando de lado toda dor e todo fel
No dia 25 de março de 2003
A pequena Gabriela foi transformada em borboleta
E alçou o mais alto voô,
O mais belo,
O mais humilde,
O único vôo
Com destino livre.
Deixou com os seus a dor e a saudade de uma partida inesperada e brutal
Ainda na tenra idade com tantos sonhos e tanta vida pela frente.
Dia 30 de agosto, seriam apenas 16 anos a ser completados...

(Queen Bee)



Quem não recorda ou não soube do ocorrido, poderá entrar no site http://www.gabrielasoudapaz.org ler tudo o que aconteceu e mostrar solidariedade com a família dessa menina que foi tirada tão precocemente deste mundo. Aproveito e peço a todos que possam, que também participem deste mutirão, pedindo a todos os seus amigos que passem no site e também deixem sua assinatura solidária.

Vamos fazer nossa parte, mudar o que precisa ser mudado, porquê todos nós, infelizmente, não estamos isentos de passar pelo que essa família passa. Assim demonstramos o verdadeiro amor, aquele que age, que é solidário.

E não nos esqueçamos que existem milhares de Cleydes sofrendo a perda de seus entes queridos.

Que as bençãos de Deus continuem a fortalecer as vidas de D.Cleyde e sua família, para que possam prosseguir em seus caminhos, apesar da dor.

E a aos amigos que passarem por lá, o meu carinhoso muito obrigado!

"É importante que as pessoas entendam que o sucesso da campanha depende da participação de todos nós!!!!!Afinal, a violência não escolhe,idade, horário, local, sexo, etc...todos nós estamos vulneráveis a isso!!!!E quando acontece.......é uma dor sem tamanho!!!
Agradeço a solidariedade, que nesse momento é o nosso bálsamo, e a participação de vocês, continuando a divulgar a campanha, para que possamos atingir nosso objetivo que é, além de alterar os itens no Código Penal, a mudança na mentalidade de nossa sociedade, que precisa entender, que para mudar, cada um tem que fazer a sua parte!!!!! "(Cleyde - mãe da pequena Gabriela)

http://www.gabrielasoudapaz.org




 Zeca07 - 14h39
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Olá, Pessoal!

Vou começar com os agradecimentos a todos os comentários afetuosos que recebí a respeito da Alemdoarcoíris:

Line e Dedeinha, cês são tão amorosas, que dá vontade de ficar dando um montão de beijinhos...

Ju, que delícia de lembrança essa da Fátima Guedes. Vou ver se consigo localizar o CD, pois não conheço a música...

Sinuhe & Dr.Annibal, ou vice-vesa... rs... vocês também têm direito a todas as coisas boas que sempre vêm com o arco-íris...

Esther, é possível mesmo que tenhamos nos encontrado no Zambon... mundinho pequeno, esse, né? Vamos conferir?

Naturalle, mi casa es tu casa... fique e instale-se, se e quando quiser...

Leandro, sempre desejando coisas boas, obrigado...

Lobba, que coincidência deliciosa! Seu primeiro blog era assim mesmo, tudo juntinho???

Ricardo, o nome escolhido é mesmo para mexer com a imaginação das pessoas e evocar sempre coisas boas...

Liannara, certamente, com tanto carinho, vou mesmo receber grandes alegrias...

Insone, obrigado mesmo...

Alex, o que mais senão deixar um gostoso abraço?

Dira/parceira, tô doidim pra ver o que você fez com nosso texto... beijãozão...

André, adorei a lembrança de comemorar ao som de Somewhere over the rainbow...

De, só estarei 100% feliz quando você estiver 100% boa. Vou passar o endereço por e-mail...

Estas são as pessoas que haviam deixado seus comentários até o momento em que parei para escrever este post. Agradeço a todos o carinho que têm deixado por aquí. Caso algum outro visitante apareça após a postagem, considere-se igualmente agradecido...

Agora vou ausentar-me novamente por alguns dias. Estou indo prá Sampa. Amanhã já fecho a loja para iniciar a reforma que dará forma à Alémdoarcoíris e vou aproveitar o período do trabalho “sujo” (pedreiro, pintor, poeira) pra fazer alguns novos contatos comerciais, visitar duas importantes feiras que acontecerão nos próximos dias naquela cidade e, se sobrar um tempinho, fazer uma visitinha aos meus pais que estão fugindo do frio que faz em São Paulo, lá em Santos. Na próxima semana volto para os detalhes finais da nova loja e, finalmente sua inauguração. Espero poder abrí-la no próximo dia 28!

Enquanto isso, sempre que puder estarei em algum cyber café (alguns chamam de lan house – e eu nunca sei ao certo se existe um nome certo...), lendo-os, acompanhando seus posts e, eventualmente, deixando meus comentários. Só não prometo postar, pois pra isso preciso de um pouco mais de tempo e de tranquilidade. Mas na volta conto tudinho procês.

Fiquem todos muito bem! Até a volta!


 Zeca07 - 20h40
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UMA ÓTIMA SEMANA A TODOS

Bem, gente, voltarei agora a falar um pouco sobre minha vida, minhas experiências. A respeito das mudanças que vêm ocorrendo em avalanche nos últimos dias, tenho apenas uma ressalva a fazer. Eu disse que passaria parte da sociedade para a minha amiga e colaboradora, mas ela não quis. Ficou com medo. Vai se entender a alma humana! Tudo bem! Não a quero assustada, apavorada. Então, transformei a empresa em empresa individual, encerrando a antiga e, reinaugurarei inclusive com um novo nome.

Seguinte: o meu ex-sócio já assinou a papelada, já recebeu a vista a sua parte e até viajou para descansar, arejar a cabeça e resolver o que fará da vida daqui pra frente. A minha amiga não será sócia no papel, mas continuará a sê-lo no coração. Continuarei a ensiná-la tudo o que sei, a levá-la às feiras, a ensiná-la a tratar com fornecedores e tudo o que é necessário para gerenciar uma loja. Assim, no dia em que resolver parar de trabalhar, tenho certeza de que ela estará mais segura de sí, com muito mais conhecimentos práticos de gerência e pronta para assumir a responsabilidade pela loja.

Já tracei todos os planos de reforma. Contratei pedreiro e pintor. Na próxima quarta feira, dia 18, fecho a loja para reforma. Já vendí vários móveis e estou reestruturando tudo. Quando reinaugurar, ela estará pintada com novas cores, novos móveis e promoveremos uma super-hiper-mega-liquidação da mercadorias que não quero continuar vendendo. As outras, previamente selecionadas, voltarão à loja juntamente com uma nova linha, que já estou selecionando e aí será a hora e o momento certos para o batismo com o novo nome fantasia.

O nome atual é bom e conhecido. Afinal, já tem quase quinze anos e vem desde Paraty. Mas na realidade, ele tem mais a ver com aquela cidade, onde foi originado, do que com esta, para onde veio como filial. Na época do descobrimento do Brasil, os índios Guaianás habitavam a região do Vale do Paraíba, que fica numa região entre as fronteiras de São Paulo, com Minas Gerais e Rio de Janeiro. E eles tinham o hábito de descer a serra para levar índios velhos e doentes para tratamento na região onde hoje fica a cidade de Paraty. Desciam por uma trilha no meio da mata que, com a chegada dos navios negreiros trazendo escravos para as Minas Gerais, tornou-se a conhecida Estrada do Ouro, ligando a cidade de Cunha, em São Paulo a Paraty, no Rio de Janeiro. Os navios deixavam alí os escravos vindos da África e levavam ouro e pedras preciosas vindas das Minas. Essa estrada foi praticamente construida sobre a antiga trilha dos índios, motivo pelo qual escolhí o nome Trilha Guaianá para a loja que abrí em Paraty no início de 1990. E o mantive quando abrí a filial em São Lourenço, pois afinal, aquela simples trilha originou a Estrada do Ouro que ligava o porto de Paraty às Minas Gerais, seja para a subida dos escravos, seja para a descida do ouro e das pedras preciosas. Assim, o nome continuava tendo tudo a ver mesmo na nova cidade.

Posteriormente, quando nos desfizemos da sociedade com a loja de Paraty, por ter sido tudo resolvido amigavelmente, resolvemos manter os mesmos nomes como uma espécie de homenagens mútuas. Hoje, sem o sócio que permaneceu em Paraty e que, há uns dois anos já fechou a Trilha Guaianá de lá; e agora sem o outro sócio que ficou aquí comigo, e tendo mesmo que encerrar a firma para abrir uma nova, aproveitei a oportunidade e, achando que o nome já está mesmo esgotado, resolví adotar outro.

Esse outro nome faz parte de um antigo projeto, que era a abertura de uma loja aquí mesmo, antes de iniciar-se a crise brasileira que inviabilizou novos empreendimentos. E foi também o nome de um grupo de amigos que criei na internet há algum tempo e que, embora não tenha na verdade sido lá muito bem sucedido, trouxe-me grandes alegrias e, de saldo, no mínimo, um grande amigo de quem gosto muitíssimo. Esse querido amigo eu conhecí no grupo e, de cara, nos aproximamos, com grande empatia e muito em comum. Trata-se do grande André, pessoa íntegra, esforçada, que está terminando um doutorado com todas as honras e tem um brilhante futuro pela frente. É também um pouco em homenagem a esse querido amigo que escolhí esse novo nome.

Agora chega de enrolar, né? O novo nome é forte, alegre, colorido. Traduz o meu estado de espírito e é bastante simbólico, dizendo respeito a tudo aquilo por que luto. É o símbolo universal de um movimento que engloba, dentro do direito à dignidade, à honestidade e à responsabilidade, tanto o movimento pelos direitos dos homossexuais, quanto de todas as minorias discriminadas. Esse símbolo é o arco-íris.

E o nome da nova loja é: Alémdoarcoíris!


 Zeca07 - 22h10
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A respeito de uma matéria extraída do Jornal Folha de São Paulo, de 13/8/2004


McGreevey, de Nova Jersey, assume que traiu a mulher com outro homem e afirma que, por isso, não tem como governar.

“Vergonhosamente me envolví numa relação consensual adulta com outro homem, o que viola meus laços de matrimônio. Foi um erro, foi tolo, é indesculpável.” Com esta declaração, ele se colocou frente aos seus eleitores, aos seus concorrentes, aos seus detratores e principalmente, à sua esposa e filhas. E renunciou ao cargo de Governador do Estado de Nova Jersey.

Estava pensando com meus botões no quanto deve ter sofrido este Homem. E não pense que errei quando grafei Homem com H maiúsculo, não, pois para vir a público, de mãos dadas com a atual esposa e declarar, como fez James McGreevey, precisa mesmo ser muito Macho! É necessário muito mais hombridade que muito machão por aí jamais terá. Sejam quais forem os motivos que o levaram a tal atitude, por mais políticos, ou seja lá o que for, foi, indiscutívelmente, uma atitude de Homem! Uma atitude digna, honesta, honrada. Tanto quanto a da sua companheira que, corajosamente, apresentou-se ao seu lado, de mãos dadas, transmitindo-lhe força, confiança, carinho, credibilidade.

Ele reconheceu que, ao longo de toda a vida questionou sua identidade real; sua insegurança quanto à sua sexualidade. Ele recebeu uma formação católica, o que logicamente acentuou seus conflitos a respeito de sua opção sexual. Ele se sentia diferente dos outros, mas seguiu a formação recebida, casou-se duas vezes, teve duas filhas. E em algum momento, sucumbiu aos seus desejos, que talvez não ousasse confessar nem mesmo aos seus pensamentos mais íntimos, e acabou ligando-se a um outro homem, este sim, com h minúsculo, pois consta que estivesse tentando extorquir enorme soma em dinheiro para não vender a história. Este outro deve ser execrado, pois mostra suas tendências desonestas, oportunistas, aproveitando-se da fragilidade de uma pessoa de bem, cujo único pecado foi o de ter-se permitido sentir o amor que não se ousa dizer o nome.

Este Homem, James McGreevey, mostrou toda a sua retidão de caráter, cortando o mal pela raiz. Ao invés de tornar-se refém de um chantagista, tornou pública a história que o fragilizava, obtendo, dessa maneira, o maior bem que um ser humano pode desejar: estar em paz com sua consciência. Ao revelar de peito aberto a sua história, ele não só se livrou de um ser menor, como de outros iguais, que já andavam disseminando piadinhas grosseiras a seu respeito em programas locais de rádio. Livrou também sua própria família do constrangimento de ver-se envolvida em algum escândalo caso ele não tomasse a acertada atitude de esclarecer pessoalmente a opinião pública.

Certamente sua esposa e filhas sentirão orgulho, e não vergonha, do Homem que ele provou ser. Não importa agora saber se seu casamento continuará, se ele retornará à política, já que acaba de renunciar ao cargo de Governador do Estado de Nova Jersey. Importa mesmo é saber que sua consciência está absolutamente tranquila, as pessoas o conhecem por inteiro e nada do que fizer daquí para a frente correrá o risco de ser deturpado ou enlameado por especulações, fofocas ou piadinhas de mau gosto.

Rendo minha homenagem a este Homem que torna-se, para mim, mais uma referência a ser seguida. É extremamente importante sermos íntegros e totalmente honestos com nossas vidas, para podermos sempre sentir orgulho daquilo que somos.


 Zeca07 - 15h18
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Meus caros amigos




Hoje eu não iria postar, já que tenho andado numa roda viva, com tantas obrigações e afazeres que me assaltaram nos últimos dez dias. Mas quem resiste a esses amigos maravilhosos, que não deixam de dar uma passadinha por aquí, deixando sempre um carinho, um agrado?

Preciso falar um pouco que seja com vocês! Preciso compartilhar todas as coisas boas que me têm acontecido nos últimos dias e que estão me deixando extremamente feliz!

Há algum tempo venho tentando negociar com o meu amigo e sócio, a compra da participação dele na sociedade que temos. Finalmente, após intenso trabalho de levantamento de ativos, cálculos de custos e preços, avaliações de bens, chegamos a uma conclusão feliz. Ontem, por volta da hora do almoço, finalmente assinamos a transferência das ações dele para mim, eu o paguei integralmente e, assim, estamos ambos muito felizes.

E essa felicidade decorre de diversos motivos. Primeiro, era meu sonho ficar sozinho com a minha loja, que é minha criatura, desde sua idealização até o nome dado. Ela se chama Trilha Guaianá e é resultado de uma longa história que prefiro deixar pra contar outra vez. Segundo porque ele, já um pouco cansado de morar numa pequena cidade sulmineira, estava mostrando há algum tempo, muita vontade de voltar, senão para São Paulo, para o mais perto possível. E assim, juntando a fome com a vontade de comer, pudemos, enfim, concretizar esse negócio que posso dizer, sem sombra de dúvida, foi um excelente negócio.

Quando digo que um negócio é excelente, quero dizer que o é para todas as partes envolvidas, pois se alguma delas não ficar totalmente satisfeita, o negócio não terá sido excelente. Mesmo que deixe uma das partes extremamente feliz, nunca será uma felicidade completa, por saber que a outra parte não se deu tão bem assim.

E eu tenho a honra e o privilégio de ter feito apenas excelentes negócios. Com o meu ex-sócio de Paraty, um dos maiores amigos que tenho há mais de trinta anos, quando terminamos nossa sociedade foi com extremo cuidado e lisura para que nunca, em nenhum momento, inclusive futuro, um dos dois pudesse dizer que o outro, de alguma forma, passou a perna. E porisso somos grandes amigos até hoje. E agora também. Terminamos nossa sociedade perfeitamente em paz, em absoluta concordância quanto a tudo o que tínhamos em sociedade e que foi dividido ou negociado, não restando absolutamente nada para que algum dos dois se sentisse ludibriado. Nunca. E é básicamente esse o meu maior motivo de tanta felicidade.

Tenho trabalhado horas incontáveis. Tenho dormido pouquíssimo. Estou pregado. Mas muito feliz! E também por saber que o meu amigo sairá brevemente da cidade, com os bolsos recheados com a quantia que ele mesmo (e eu também) julgou justa, em busca de seus novos caminhos, que acompanharei de longe, como o bom amigo que está sempre velando e cuidando do outro. Ele sabe que poderá sempre contar comigo. E nossa amizade não sofreu nenhum abado.

Agora, sendo dono total do meu nariz, do resto do meu corpo, de alguns poucos bens que possuo e, claro, de minha amada Trilha Guaianá, estou cheio de planos de reorganização, de remodelação, enfim, para deixá-la apenas com a minha cara.

Uma das decisões que já tomei foi a seguinte: tenho uma funcionária que me acompanha desde a inauguração desta loja. E sempre foi o meu braço direito, esteve sempre ao meu lado, me apoiando, nos bons e nos maus momentos, pois todos temos, às vezes, alguns percalços na vida, não é mesmo? Enfim, essa mulher de fibra, criatura maravilhosa, pela qual nutro enorme amizade e há muito já não considero uma simples empregada, mas sim uma grande e querida amiga, fez por merecer, durante todos estes anos de dedicação, ganhar uma pequena participação na loja e deixar de ser vendedora. A partir de hoje, ela passará a ser minha sócia. Estou passando para ela cinco por cento da participação acionária, dar-lhe-ei um aumento de salário e passarei a levá-la comigo quando for a feiras e eventos de interesse da empres.

Explicando melhor essa minha explosão de bondade: pretendo me aposentar um dia. E ninguém melhor do que ela, que tanto me ajuda diariamente, para ir ganhando, pouco a pouco, cinquinho por cento de participação, como prêmio e motivação. Assim, quando sentir que já estou em condições de vestir o meu pijama e dedicar-me exclusivamente às minhas leituras e à minha pintura, ela estará totalmente preparada para tocar sozinha esse empreendimento que não é pouca coisa, não! Trata-se da melhor loja de presentes e decoração da região!

Agora vocês me digam: tenho ou não motivos para estar esbanjando tanta felicidade???





Continuação...
Sem outros contatos que não sejam os comentários deixados nos blogs, tenho várias pessoas, mas preciso falar da importância do Alex (Peace & Love), que não consegue entender onde me influenciou, onde me ajudou, mas que com sua maneira extremamente inteligente e clara de escrever me ajudou a ver que os jovens não se limitam àqueles estereótipos que preconceituosamente criamos. Aprendí com seus textos, os do Pedrinho (O Ermo), da Chilli Beans (O Quartinho), do Dado (Garoto Certinho), da Insone (Mais Uma vez), da Lia (Liannara), Line e Dedeinha (que também participavam da Prateleira), Lú (Ouvindo Estrelas), Maya (O Cazulo), Thiago (Thilounge), Vinho (Meu Caro Vinho), Zuchetto (Lzuchetto) e da Escritora de Rua. Pessoas que passaram e passam, deixando um rastro de luz e simpatia, onde vejo vida inteligente e o futuro deste país.
Tem a turminha do Metaphoras, que não posso esquecer. Novas como eu no site, tenho a felicidade de ser “colega” além de amigo da Bá, que assina as colunas Claquete onde fala sobre cinema (uma das paixões) e Jukebox, sobre música e da Bruh, com Daily Sins, uma coluna literária, além da Sunshine, que fala de outra paixão nossa, os livros, em Sebo. Tem a Katia, com sua coluna literária chamada Espreitando o Mundo, a mais antiga colaboradora do Thi e a Tina, com suas lindas Palavras ao Vento.
Ainda nos contatos através dos comentários, tem as delícias do Quarto da Luluzinha, onde a Aluska distribui seu generoso sorriso e abre seu lindo coração.
Algumas pessoas importantes, com seus comentários sérios, inteligentes e carinhosos, a cujos textos vou avidamente todos os dias, que são: Jú, com Medo de Avião e Navegando; Lú com Ouvindo Estrelas; Luciana; a Mariza do Prozeando com Mariza e seus brevíssimoe e maravilhosos textos e a Menina, que sumiu mas deixou saudades e, espero, reapareça brevemente.
Outras pessoas, não menos importantes, mas menos frequentes, não poderiam ficar fora desta homenagem. O Contista (Webzapping) e o Cowboy (Alefzero); o Randy Becker (O Monstro do Armário) e o Tigre da Noite.
Tem os meus amigos beagayanos, Cláudio, Marcelo, Otávio e R.Felixxx; outros amigos que já me visitaram, Amanda, a Rosely e o querido André, este com uma certa regularidade.
Não posso deixar de mencionar os “meninos” do grupo Toy Boy, encabeçado pelo maravilhoso contista Pedro Nascimento, seguido pelos seus amigos Daniel Santos (Intensamente) e Paulo Costa (Sempre Jovem).
E as visitas (poucas) mas deliciosas da Amanda (Mete Bronca), do Anderson (Folha Caída), Black Sheep (Bearbrasil), Marcos (O Psicanalista), a gatinha Rafaela (Letustakeover), a meiga Renata (Uma Certa Renata).
E a deliciosa Lobba? Papo gostoso, companheira de madrugadas virtuais, de sonhos, de lindas poesias. Amiga sensível e delicada.
E tem um blog novo, o Pequeno Grande Mundo Gay, cujos textos me chamaram a atenção e me sensibilizaram. Seus idealizadores, o Mateus e o Roger, antenados, sensíveis e excelentes escritores, já me conquistaram em poucos dias de existência.
Ainda tem alguns blogs que visito regularmente, cujos textos me atraem bastante, mas cuja visita ainda não tive o prazer de receber.
A todos quero deixar meus agradecimentos, meu carinho e meu respeito. Com vocês eu aprendí muito, mais com uns, menos com outros, mas muito com todos. Comemoremos juntos esta data, tão importante para mim. À saúde de todos! À amizade! A nós todos!


 Zeca07 - 21h55
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Comemoração e Agradecimentos
Na próxima segunda feira o Janelas Abertas estará completando três meses. No dia 09 de maio, com o texto “Primeira Vez”, iniciei timidamente este espaço, sem imaginar o que ele se tornaria, e muito menos sem esperar que se transformaria num espaço de suma importância para mim, para a minha vida.
Eu tinha uma noção muito precária do que era um blog e alguns preconceitos, que aos poucos foram sendo destruídos pelos próprios blogueiros, com quem tanto tenho aprendido nestes três meses. Confesso que não esperava que durasse tanto; imagine, ficar três meses escrevendo uma espécie de “Diário Virtual”, para leitura de pessoas desconhecidas. Aliás, nem imaginava que alguém iria se interessar em ler o que eu escreveria.
Em maio, fiz sete postagens e, após a quarta, comecei a receber visitas. Foram onze, o que dá uma média geral de um comentário e meio por postagem, ou quase dois, se considerarmos apenas as quatro que receberam os comentários. Em junho, as quatorze postagens receberam cento e quarenta e sete comentários, numa média assombrosa de dez comentários e meio por texto.
Julho, com dez postagens e cento e oitenta e cinco comentários, conseguimos uma média de dezoito comentários e meio!
Sem contar os inúmeros e-mails que tenho recebido, vários de pessoas que visitam o blog e escrevem comentando, embora não deixem lá os seus comentários. Se contabilizasse também essas opiniões, acho que chegaria a uma média de vinte comentários por postagem, o que me deixa surpreso e envaidecido.
Também gostaria de comentar sobre a qualidade das pessoas envolvidas. Os comentários são feitos quase sempre pelas mesmas pessoas, com acréscimos de novos amigos e alguns que desaparecem. Mas na média, tenho umas cinquenta pessoas, aí incluídas algumas que fizeram apenas alguns comentários e depois sumiram. Mas aproximadamente metade dessas pessoas permanecem visitando este espaço regularmente, o que me deixa muito feliz, pois representam mais de vinte novos amigos virtuais. Sendo que essa palavrinha (virtual), é apenas um detalhe, já que nesta blogosfera tenho percebido o nascimento de amizades tão gostosas e sinceras quanto aquelas que fazemos com o olho no olho, um aperto de mão ou um abraço aconchegante. Tenho encontrado grandes pessoas neste espaço, com as quais venho mantendo um delicioso relacionamento.
Já falei dos jovens com quem tanto tenho aprendido. Mas existem também alguns não tão jovens e não quero deixar ninguém sem o merecido crédito.
O primeiro deles é o Ricardo (Gayetransgressor), que foi na verdade o meu grande incentivador, com o seu blog, infelizmente desativado por tempo indeterminado, e com seus constantes comentários e incentivo. Nos conhecemos também virtualmente, mas em um grupo de amigos; nos desentendemos e acabamos nos reaproximando e aparando totalmente nossas arestas. A tal ponto que posso afirmar ser ele, hoje, o meu melhor amigo virtual. Mas sei que logo logo nos tornaremos amigos olho no olho, pois estamos ensaiando há algum tempo uma visita, ou minha ou dele. E isso, certamente acontecerá, pois nos entendemos muito bem e temos grande respeito e carinho um pelo outro.
Tenho papeado também com a De (Agiliza), uma jovem talentosa que vive no sul do Brasil e cujos textos me enternecem e transportam. A Dira (Voando pelo Céu da Boca), cujo carinho é sempre tão nutritivo e cujas palavras tanto bem me fazem. A minha antiga amiga, reencontrada na blogosfera, após um afastamento longo, a querida Luna (Metáforas da Condição Humana), cuja sensibilidade e criatividade estão um pouco comprometidas pelos problemas da vida, mas que escreve divinamente e sempre teve em mim um fã incondicional, desde o antigo grupo onde nos conhecemos. A Sol (Sromantica), amiga do mesmo grupo onde conhecí a Luna, que apareceu e logo sumiu, mas deixou seu perfume no ar me fazendo lembrar sempre de sua meiguice. E a Maria Sapeca Maricota (Digressiva), uma das mais recentes amigas, com quem tenho trocado muitas experiências de vida. E a querida e graciosa Arabella? Suas buscar se tornaram as minhas, pois acompanho seus passos com extremo carinho e cuidado.
E os jovens com quem tenho trocado conhecimentos e experiências e que têm me ajudado tanto em tão pouco tempo?! O Ney Alexandre (Quase Terminado), que resolveu dar um tempo para se reorganizar, mas com quem tenho tido alguns papos deliciosos e proveitosos. O Thiago Eduardo (Metaphoras), grande pessoa, extremamente criativo, com seu site que me conquistou totalmente, a tal ponto que já me tornei um membro da sua equipe, escrevendo lá a coluna Ateliê, onde falo sobre arte. E nos comunicamos regularmente, com grande carinho. Não posso deixar de falar do Fábio (Prateleira do Personal), sensível, bem humorado e muito bem informado, cujo espaço nos eleva o astral e sempre tem uma palavra amiga e carinhosa para tocar nosso coração. O Naturalle, com uma vida agitada e muito alegre, que infelizmente está passando por um momento difícil, mas certamente conseguirá superar e dar a volta por cima, pois ele é assim: uma pessoa decidida e que sabe muito bem o que quer e o que deve fazer. Ganhei também um novo amigo, cujos textos tanto têm me encantado; é o André (Meu Caminhar).
continua...


 Zeca07 - 21h53
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UM POUCO DE MIM = parte 6
Após a lipo, com a auto-estima totalmente recuperada, o ego super massageado com os elogios, alguns olhares de cobiça, algumas paqueras, comecei a voltar a ser o mesmo cara simpático e tranquilo que sempre fui. Comecei também a sentir vontade de reencontrar velhos amigos, dos quais havia me afastado voluntariamente, por omissão, desinteresse, falta de vontade... Cada reencontro, nova alegria, principalmente por perceber que, mesmo tantos anos de afastamento não haviam modificado a maioria dos sentimentos antigos. Praticamente todos os meus antigos amigos me acolheram, com alegria, com festas. Retomei minha vida, voltei a sair, a me divertir. E sempre muito bem acompanhado.
Aqui acabei formando um grupo delicioso. Eu, meu amigo e sócio e as que eu carinhosamente chamo de “as minhas quatro mosqueteiras”. São quatro mulheres maravilhosas, com quem saio, me divirto, nos reunimos, fazemos nossas festinhas, enfim, criamos grande cumplicidade e maior ainda, a amizade que nos une. Temos outros amigos comuns também, assim, recuperei uma vida social cuja delícia já até havia esquecido. Voltei a fazer reuniões, comemorar meu aniversário, geralmente com um almoço ou jantar em casa, onde tenho o maior prazer de receber os amigos. Sempre gostei muito de cinema e, assim, um dos meus luxos é minha TV gigante e meu aparelho de DVD, sempre alimentado com a coleção de filmes que vou construindo. Assim, eu e minhas amigas nos reunimos frequentemente, para vermos filmes, batermos papo, brincarmos e bebermos um bom vinho, com nozes, castanhas e queijos. Às vezes vamos a uma pizzaria e, todas as semanas, ao cinema. Mesmo que o filme não seja muito bom, a gente vai, pois não tem muita coisa pra se fazer numa pequena cidade sulmineira.
Enquanto isso tudo acontecia, a internet havia entrado em minhas veias. Afinal, durante aqueles últimos anos, havia sido a grande companheira, onde, escondido atrás de nicks, fazia falsas amizades virtuais, me comunicava com o mundo por maneiras tortas, em salas de bate papo, em sites pornográficos. Mesmo assim, a maldita depressão havia acabado com a minha vida sexual, a tal ponto que nem os eventuais namoros virtuais, onde eu era sempre jovem, belo, gostoso, me traziam qualquer tipo de consolo. Mas com todas as transformações conseguidas, com auxílio dos médicos, da psicoterapeuta, e muito esforço pessoal, não precisava mais desses estratagemas. Agora eu sentia coragem e, melhor que isso, vontade de botar a cara pra fora. Fui deixando os encontros virtuais de lado, deletei os sites pornográficos e apliquei-me totalmente ao reaprendizado dos relacionamentos verdadeiros, dos sentimentos, dos toques, do tato, dos cheiros. Tive dois ou três namoros, muito curtidos, mas ainda não foi dessa vez que me realizei amorosamente. Meu nível de exigência também havia aumentado, me deixando um pouco exigente, na verdade com mais conhecimento do que quero para mim. Porisso tenho estado só, mas satisfeito com minha própria companhia e a dos meus amigos cuja presença é sempre energizante. Não adianta namorar qualquer pessoa, para não estar só. É necessário que essa pessoa seja especial, me toque profundamente, me faça sentir e desejar estar com ela.
Aconteceram algumas histórias envolvendo outras pessoas, que contarei depois. Inclusive aqueles famosos desenganos virtuais, dos quais eu acabei também sendo vítima... mas que serviram como aprendizado, para não cair novamente. Mas também acabei conhecendo algumas pessoas que se tornaram bons amigos. Há algum tempo eu entrei num grupo chamado Superencontros, mas não pelos possíveis encontros, e sim pelo diário virtual que podia ter. Era uma espécie de blog, onde escrevia o que queria, lia os comentários dos “amigos virtuais” e fazia o mesmo com eles e seus diários. Foi um delicioso período aquele, onde encontrei algumas pessoas maravilhosas, que se tornaram boas amigas. Uma delas é a minha amiga Luna, com seu blog “Metáforas da Condição Humana”, que reencontrei quando iniciei o Janelas Abertas. Outro é o Osmar, amigo de diário que, por nossa paixão por livros acabou se tornando um correspondente diário. Trocávamos idéias, informações, enfim, construimos uma deliciosa amizade virtual até que, numa viagem a Belo Horizonte, marcamos um encontro. Nos tornamos amigos imediatamente. E hoje é, sem sombra de dúvida, um amigo muito querido, que está entre os melhores. Um grande sujeito, esforçado e sempre bem disposto. Ele tem um site local, com associados do Brasil inteiro e até alguns de fora do país. Aos poucos fui me enfronhando no site e já tivemos deliciosas e loucas aventuras juntos. Sonhamos juntos a criação de um site para o grupo. Acabei não participando diretamente da criação, mas participo dele mensalmente e estou para assumir uma coluna lá. Em nossas longas conversas surgiu a idéia, logo abraçada com empenho, da realização de uma mostra de contos, que realizamos com enorme sucesso. E tantas outras idéias que discutimos, algumas realizadas, outras não.
Mas aí já poderemos ter uma nova história, não é mesmo? Fica para a próxima...
Ah! Antes que me esqueça: o grupo é o Beagay do Yahoo e o endereço do site é www.beagay.com , linkado aqui no Janelas...
Esquecí de comentar: a foto do post anterior é minha, quando tinha tres aninhos, cabelos loirinhos e encacheados, com um enorme xuca no alto... risos. E a de hoje é recente, foi tirada numa das visitas ao meu amigo e cirurgião que mora em Niteroi.
Até!


 Zeca07 - 11h20
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