DOMINGÃO

Eita domingão brabo, sô! Um frio de rachá, o céu cinzento, as nuvens baixas! Hoje foi meu dia de plantão na loja e passei a manhã todinha lá. Inda bem que tinha pouco movimento e pude continuar a leitura do "Código Da Vinci", um romance policial que me agarrou pelo pescoço e não me permite largá-lo de jeito nenhum. Em dois dias já conseguí ler quase metade de suas 475 páginas! É uma trama super bem tricotada, que mostra, através das várias investigações de uma morte, um jogo entre códigos secretos usados por Leonardo em suas obras, segredos ultra bem guardados desde os tempos de Cristo e até as ligações da Igreja Católica com o Santo Graal, que nunca foi o cálice no qual Jesus bebeu o vinho durante a última ceia. À tarde, passeei um pouco pelos blogs que estou descobrindo e batí um longo e gostoso papo com um amigo pelo messenger.
Amigo! Como é gostoso quando podemos dizer essa palavra relacionada a uma pessoa que a gente realmente quer bem! E como são estranhas as formas de encontrá-los! Esse, eu conhecí em um grupo que criei há algum tempo e que acabou não indo pra frente, pois a idéia era um grupo de amigos convidados que poderiam convidar os seus próprios amigos e assim por diante... mas acabou virando um pequeno círculo vicioso e, de repente, salvou-se um! Esse com quem batí um longo papo esta tarde! Apareceu de repente no grupo, nos entendemos bem logo de início e nunca mais paramos de nos conhecer, de nos entender, de nos gostar.
Tem um outro que foi diferente! Eu participo há tempos de um grupo e resolvemos criar uma Mostra de Contos, no ano passado. Eu, pelo meu grupo falido, era o patrocinador do 3º prêmio. O vencedor, estando impedido de ir receber o prêmio pessoalmente, passou-me seus dados bancários para que efetuasse o depósito em conta. Por algumas dessas razões que nos fogem da memória, tive algumas dificuldades práticas pra ir ao banco indicado por ele e acabamos nos estranhando. Ele, que não me conhecia nem às outras pessoas do grupo, deve ter achado que era mais uma sacanagem das muitas que existem por aí, eu, irritado pelo fato de ele não estar entendendo as minhas dificuldades práticas e por ele ter simplesmente desistido do prêmio, briguei com ele. Tudo por e-mail! Bem, ele desistiu, o prêmio foi passado para o 4º colocado e tudo ficou em paz. Há pouco tempo, o moderador do grupo me perguntou se poderia dar o meu email pra ele, pois achava que nós dois deveríamos nos entender, já que tinhamos muito a ver um com o outro. Por mim tudo bem e, de repente, uma linda mensagem dele, prontamente respondida por mim e até hoje estamos construindo uma linda amizade virtual. Que, tenho certeza, logo logo se tornará real.
Por essas e outras que acho engraçados e estranhos os caminhos escolhidos pela vida para nos colocar frente a frente com outras pessoas, às vezes das maneiras mais imprevisíveis...

 Zeca07 - 22h28
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Lembranças de anteontem

Estava tentando lembrar há quanto tempo não tenho um amor eterno! Daquele tipo assim: olhava prá um homem charmoso e o coração batia descompassadamente. Ele nem precisava ser inteligente, ter comigo alguma afinidade, ou ter um corpo escultural. Naquele tempo, o mais importante era não passar nenhum dia sem amar loucamente. Nenhum dia sem pensar 'nele' desesperadamente. E falar 'nele' diariamente. Sim, pois qual era o assunto mais interessante, mais absorvente, sem igual, se não fosse falar no 'namorado', evidentemente. Não interessavam as guerras, crises, inflação; afinal, um ser apaixonado, tem tempo prá ler um jornal? Até tem, mas prá ler o horóscopo. O meu e o 'dele'. E o gosto musical? Aí passa a valer tudo, de Roberto Carlos a Chico Buarque. Suas músicas, geralmente têm a cara 'dele', falam 'dele', contam a história maravilhosa do nosso amor. E o perigo de 'ele' fazer um gesto e eu largar tudo e ir atrás 'dele'? Quem nunca virou a vida pelo avesso, trocou a praia pela montanha, virou vegetariano e passou a tratar-se apenas com homeopatia? E alimentar-se apenas com produtos naturais? Ai, ai! Em alguns casos, tornei-me mais vaidoso, preocupando-me com a produção para o meu bem ver-me mais bonito e charmoso. Quantas roupas compradas e depois abandonadas! E a vontade de fazer luzes no cabelo, um brinquinho discreto no lóbulo da orelha! Ainda bem que resistí! Mas não resistí a um shampoo especial para deixar os cabelos mais macios e perfumados, àqueles infindáveis e massacrantes exercícios para diminuir a linha da barriga, engrossar as pernas, firmar o bumbum! E as dietas de fome prá não engordar?! E no dia em que, ó desgraça das desgraças!, 'ele' concluiu que era melhor dar um tempo, ou então, que a solução para o impasse entre os dois era tornar-mo-nos ótimos amigos, mas continuar a relação tornara-se impossível? Quanto sofrimento, quanta dor, quantas lágrimas derramadas! Não importa o motivo! Tudo era motivo para especulação. Ou melhor: para certezas definitivas! Ele tinha outro! Aquele sem vergonha, o outro, claro!, que viera estragar aquela vida tão perfeita, roubar o meu 'príncipe encantado'. Ele precisava ser descoberto, castigado. E nessas horas, os 'melhores' amigos, aqueles mesmos prá quem não tinha tempo devido à total dedicação ao relacionamento, seriam os cúmplices, os que iriam ajudar na investigação prá descobrir o 'outro' e ajudar na terrível vingança. E se o 'outro', quando descoberto, mostrava-se uma pessoa linda, charmosa, deliciosa a ponto de tornar-se imediatamente o 'novo amor'? Então, o círculo recomeçava a mover-se, todos os esforços passavam a dirigir-se a 'ele', até conquistá-lo e transformá-lo no 'novo amor'... e tudo voltava a ser lindo, romântico, maravilhoso. Voltava a jogar tudo pro alto, a mudar os gostos, a cuidar da aparência, a ouvir o Chico, o Roberto e tantos outros. Até os 'melhores' amigos, voltavam pro seu lugar, aquele cantinho onde não se mexe até a próxima crise. Com o passar dos anos, os 'novos amores' continuaram surgindo e se desfazendo, mas as reações foram ficando mais racionais, menos emocionais. Os 'melhores' amigos acabaram se reduzindo mas, em contrapartida, ocuparam seus postos e não mais se retiraram nesses momentos. Também, ao invés de apoiar nossos delírios, nossos ciúmes, passaram a nos aconselhar mais racionalmente, a nos dar força para seguirmos nossa vida sem o ex-namorado. E entre um 'novo amor' e outro, houve manhãs em que se acordava sem lembrar de nada, morrendo de sede, encontrando um bilhete na porta da geladeira dizendo "Gato, você é demais. Te ligo mais tarde." A volta prá cama pensando na vida: afinal, quando foi o meu período de maior loucura? Quando joguei tudo pro alto, em busca de uma vida nova que não tinha nada a ver comigo, ou na noite anterior? Sinceramente, sinceramente mesmo? Ninguém sabe! Mas talvez tenha chegado a hora de amadurecer, de saber quem realmente sou, de tomar juízo, mesmo correndo o risco de nunca mais ser chamado de gato. Mas, será que vale a pena? Zeca... (este texto é baseado num texto escrito por Danuza Leão, intitulado "Lembrando"... peço a ela desculpas pela liberdade tomada e agradeço a fonte de inspiração.)


 Zeca07 - 22h10
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O AMOR QUE EU TENHO

Eu tenho um amor para dar

A quem possa interessar...

Um amor puro, limpo, inteiro

Um amor desinteresseiro.

Eu tenho um amor para dar

A quem possa interessar...

Um amor amigo, um amor sincero

Um amor perfumado,

Um amor bem cuidado,

Um amor verdadeiro...

Um amor que escancara as portas

Espanta o tédio, assusta a solidão!

Eu tenho muito amor para dar

A quem possa interessar...

Ele é muito por estar guardado

Desde tempos remotos, no fundo da alma,

Para quem se dispuser a alcança-lo...

Sim! Por que ele é desconfiado,

Quer abraçar o coração certo,

Sem nenhum medo de errar...

Ele está guardado, trancafiado,

No fundo da minha existência,

Aguardando a pessoa certa,

Que tenha, em sua essência,

A chave para solta-lo de sua prisão.

Eu tenho um amor para dar

A quem possa interessar...

Um amor verdadeiro, limpo, desinteresseiro!

Um amor amigo, puro, inteiro

Um amor delicado, acalentado, sonhado.

Um amor muito, muito especial!



 Zeca07 - 20h43
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Abrindo as janelas

Quando em alguns momentos, a esperança ameaça declinar e ceder lugar à melancolia, olho pela janela, vejo a lua e estrelas e deixo minha imaginação vagar pelas lembranças da infância, à procura de sutís tesouros alí esquecidos.

São anjos, gatos e fadas

Brincando com príncipes,

Princesas e guerreiros.

Ouço música suave.

E me deixo embalar

Suavemente,

Como as pipas que empinava

Se entregavam

À brisa da tarde.

Embalado pelos sonhos,

Sinto um calor suave

Que me dá a força dos guerreiros,

A determinação dos príncipes,

A esperança das princesas,

A fé das crianças,

A agilidade dos gatos,

A magia das fadas,

A suavidade dos anjos e

A intemporalidade da brisa da tarde.

Estou aquí, com carinho.

escrito em dezembro/1987.



 Zeca07 - 23h07
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Voltando de viagem

Estou voltando de uma viagem para São Paulo, onde passei praticamente duas semanas curtindo colo de mãe e aconchego familiar. Meus pais são idosos, sentem-se carentes e necessitados de um pouco da companhia e do carinho de um filho que mora tão longe. Faço isso com o maior prazer, pois não tenho a menor vergonha em declarar publicamente o quanto os amo. Passamos alguns dias em Santos, onde temos um apartamento e, embora o tempo não tenha contribuído muito, foram dias gostosos e todos nos recarregamos com as deliciosas energias familiares. Estou de volta ao lar, descansado e inteiro. Agora é continuar a vidinha diária, com seus pequenos e grandes problemas, suas pequenas e grandes curtições.
Após dar uma atualizada em minha correspondência, escreví um artigo e um conto. O arquivo vai reproduzido abaixo; o conto, talvez eu o envie em outra ocasião.
TODAS AS PARADAS
Estamos entrando no período das paradas. Entre junho e agosto, diversas delas acontecerão, não só no Brasil, mas ao redor do mundo. Umas maiores, outras menores, entretanto, em todas, um único objetivo inicial, que é dar visibilidade, respeito e orgulho às pessoas que sentem atração sexual por outras do mesmo sexo. E em todas elas, como é próprio não só dos brasileiros, mas também dos gays do mundo inteiro, muita festa, muita alegria, muita descontração. Quem fica pela rua, observando, tem diversos motivos para analisar as reações populares a todos os tipos de comportamento. Já ví olhos antigos brilhando de entusiasmo ao ver dois rapagões bonitos se acariciando, assim como ví olhos ainda jovens demonstrando repúdio e horror a tais atitudes. Já ví famílias inteiras tirando aquele dia para um programa juntos, se divertindo, se misturando, dançando e brincando com todos, Já ví pessoas reclamando da 'pouca vergonha' que é 'permitir' tanta bandalheira em público. Assim como a vida gay engloba uma enorme diversidade em seu interior, é comum que isso também aconteça com todos, mesmo com aqueles que saem às ruas para ver e criticar. Mas uma coisa se percebe claramente: a cada ano que passa; as pessoas se tornam mais receptivas, menos agressivas. Mesmo que a "festa" se realize em um único dia, durante algumas horas. Percebe-se hoje menos rejeição ao assunto e às pessoas. Até as empresas começam a engatinhar em atos e atitudes de melhor entrosamento com as 'pessoas diferentes'. Mas ainda existem muitas coisas que precisam ser mudadas, e uma delas, na minha opinião, é o próprio preconceito que existe, e muito, dentro dos nossos corações. Existem gays masculinos que não gostam de gays femininos e vice-versa. Existem as barbies que não gostam dos ursos, que não gostam das gazelinhas, que não gostam dos transformistas e por aí afora... claro que existem inúmeras excessões, mas que existe essa discriminação interna, existe! Então fico pensando, se pararmos um pouco e meditarmos sobre nossos próprios preconceitos, talvez estaremos fazendo um pouco mais para atingir os objetivos das paradas. Se começarmos a respeitar as nossas próprias diferenças e se deixarmos de excluir aqueles que são diferentes de nós, estaremos dando um enorme passo, pois com o coração mais limpo, temos muito mais poder de persuação sobre todos os outros. Como podemos exigir de um mundo criado básicamente para ser heterossexual que nos olhem como seus iguais se nós mesmos não nos olharmos como iguais em nossa condição humana? Não importa se a gazelinha seja pipoquinha e bandeirosa, se o traveco da esquina é vulgar e adora uma baixaria, se o ursão que conhecemos ontem à noite é gordo e comilão, ou se o cara da academia é extremamente vaidoso e egocentrista. Importa mesmo é que dentro de cada peito bate um coração humano. E que cada um simplesmente É. E só.
Acredito que, quando conseguirmos dominar nosso impulso crítico sobre nossos semelhantes e não discriminá-los por não agirem como gostaríamos que agissem, aí sim, estaremos dando enorme contribuição à nossa própria visibilidade, à nossa inclusão na sociedade, ao orgulho de assumirmos nossas diferenças e ao respeito que não só distribuiremos, mas que também receberemos de todos. Aí sim poderemos usufruir de toda a dignidade a que todas as pessoas têm direito.


 Zeca07 - 23h04
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Abrindo janelas

Hoje estou mais à vontade. Após a publicação da Carta a um amigo, que toca em temas importantíssimos, sinto maior liberdade e disposição para abrir mais algumas janelas. Essa carta (os nomes são fictícios) discute alguns assuntos da maior importância, tais como: divergência de pontos de vista, atos políticos e atos pessoais, paradas gays, posturas de minorias e etc.. Sou um pequeno empresário do interior de Minas Gerais, por opção de vida. Após bonita carreira em multinacional, resolví "chutar o balde" e simplesmente viver livre das amarras que nos prendem às convenções sociais, aos sorrisos forçados, as almoços e coquetéis de negócios e muitas outras coisas que não me davam satisfação. Hoje quando faço algo parecido, pelo menos estou batalhando pelos meus próprios interesses e não pelos interesses de uma massa amorfa que não tem forma, nem localização. E como faço em todos os meus relacionamentos, sou honesto e sincero, deixando claras minhas inclinações e preferências. Sou uma pessoa absolutamente normal, de bem com a vida e com o mundo, que trabalha, dá empregos, pinta e desenha um pouco e, principalmente, paga todas as taxas e impostos devidos por lei. Logo, embora minha preferência sexual recaia sobre outras pessoas do mesmo sexo, isso não significa que eu seja diferente de qualquer outro homem que prefira relacionar-se sexualmente com mulheres. Ou daqueles que não têm preferência. Sou másculo, sem nada de estereótipos, mas vivo livremente e muito feliz com minha opção e orgulhoso do que sou e da vida que escolhí. Essa declaração é muito importante para deixar bem claras as coisas, pois reconheço que existem preconceitos velados ou mesmo escancarados na sociedade e ninguém é obrigado a ler minhas palavras, a olhar para dentro de minhas janelas. Quem se sentir incomodado, por favor, pode parar por aquí e siga seus caminhos, em paz e seja muito feliz. Apenas não use de agressões gratuitas contra pessoas que são diferentes de você. Todos trabalhamos, estudamos, ensinamos, cumprimos nossas obrigações e, na verdade, o que menos importa quando procuramos um médico, um advogado, um caixa de supermercado, ou mesmo um guarda noturno, é com quem ele prefere ir para a cama. O que importa realmente nesse caso é a competência com que o profissional procurado vai atender-nos. Não pretendo fazer apologias, muito menos propagandas, mas pretendo sim, falar sobre os assuntos que pintarem no momento em que resolver acessar este blog, para dividí-los com quem estiver interessado. Sou uma pessoa razoavelmente bem informada e costumo falar sobre política, economia, violência, pobreza, miséria, alegrias, até mesmo contar algumas piadinhas devez em quando. Porisso pretendo que este espaço seja totalmente livre para o que for aparecendo. E que seja leve e gostoso para os visitantes. Por enquanto é só.

 Zeca07 - 08h26
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Carta a um amigo

Roberto, nem mesmo se trata de pegar o bonde andando... trata-se apenas de estarmos discutindo opiniões e pontos de vista. Como eu já disse ao Osvaldo, há algum tempo, e ontem ao Daniel, respeito totalmente o ponto de vista do Osvaldo e também o seu, achando que se essa é a forma que vocês encaram como correta de botarem pra fora todo o desencanto que a corja que nos provoca a todos, têm mais é que fazer mesmo. E arrebanhar o maior número de adeptos possível. Pois um protesto com uma ou duas pessoas não é nada. Por outro lado, há que se ter certeza de estar pronto para assumir total responsabilidade por aquilo que se resolveu fazer. O título de eleitor, assim como outros documentos oficiais, não é um documento que se possa simplesmente rasgar e dizer: "não vou votar em sinal de protesto". Claro que qualquer pessoa pode fazer isso! Mas depois, em várias ocasiões, irá precisar apresentar esse documento, que é legalmente obrigatório... e aí? Aí começam os problemas, a busca por uma segunda via, as multas por não ter votado, e outras coisas que nem imagino, ou talvez não seja necessário imaginar. Existe ainda o fato de que o título nos habilita para o exercício de um dos pouquíssimos direitos que temos, que é o de "escolher" nossos representantes. Infelizmente, pela nossa educação ineficiente e deficiente, não sabemos, ou não damos nenhuma importância para isso. Tanto é que a esmagadora maioria das pessoas nem ao menos consegue lembrar-se em quem votou para vereador na sua própria cidade. Do modo que você propõe, que infelizmente sabemos ser o modo mais difícil, senão impossível, que é a união de todos os homossexuais e simpatizantes, o melhor mesmo seria nos unirmos em torno de alguns homossexuais honestos e bem intencionados e fazermos campanha para que eles possam assumir cargos públicos, onde melhor poderão nos representar. Na verdade, nem precisa mesmo que o cara seja homossexual, pois se nos apegarmos a isso, na verdade estaremos realimentando a homofobia, mantendo-nos reunidos em torno de nós mesmos. Basta que nos unamos, sim, mas em torno de PESSOAS de bem, honestas, que nos inspirem confiança e tentarmos colocá-las nesses cargos que ajudam a dirigir nosso bairro, nossa cidade, nosso estado, nosso país. Isso é uma ação responsável. O confronto, puro e simples, não leva a nada e sempre, sem excessão, a parte mais fraca perde. No caso em questão, nem preciso dizer quem é a parte mais fraca, né? Claro que temos o direito de protestar! De duvidar! De gritar nossa insatisfação! Mas também temos o direito de escolher nossos representantes! O Eduardo Suplicy, citado por você, é uma pessoa honesta (até onde sabemos), de boas intenções (idem), que tem mantido ao longo de sua carreira uma postura digna e correta. Suas causas são justas e ele batalha por elas. É devagar? Claro! Eu também acho! Mas é do tipo que eu considero bom político, pois sozinho não conseguiria nada, então, ele se inclui no meio dos outros e vai tentando abrir caminho entre eles. Demora muito? Claro, para nós que sofremos na pele, no bolso e em todas as áreas, a urgência na solução da maioria dos problemas já ficou na UTI há muito tempo! Mas ele não desiste! Continua batalhando pelas coisas em que acredita e pelas quais foi eleito pelos que o escolheram e confiaram nele. Ele é um ótimo exemplo de um bom político. Na verdade, em sua vida política (já longa) ele conseguiu diversas pequenas vitórias, as quais, entre tantas e tão fragorosas derrotas, acabam passando despercebidas. Até mesmo por seu perfil aparentemente tímido e pouco chegado aos holofotes, suas conquistas não aparecem, não são divulgadas. Mas existem! E existem outros bons políticos. São pouquíssimos dentro de um curral cheio de lobos vorazes, raposas velhas e manhosas, tubarões famintos e tantos outros predadores. Aí é que entramos: temos não só o DIREITO, como também a obrigação de SABER PINÇAR de dentro desse curral, aqueles que são, no mínimo, os menos perigosos predadores. O ideal seria conseguirmos pinçar aqueles pouquíssimos que não se incluem entre os predadores. Rasgar um documento oficial, legal e obrigatório pode nos trazer grandes dores de cabeça, processos, prisões, multas, desqualificações, humilhações. Mas pensar, avaliar candidatos e procurar (não somos obrigados a acertar) o que nos parece o melhor, além de obrigação cívica, é um dos únicos direitos cívicos que temos. As paradas, na minha opinião, não são atos políticos. São utilizadas por políticos oportunistas que vêm nessas grandes festas a oportunidade de mostrarem-se simpaticamente para centenas ou milhares de pessoas geralmente excluídas, estigmatizadas, desrespeitadas. E como o clima é sempre o de uma grande festa pública, saem todos felizes e, no dia seguinte, a vida segue seu rumo como seguia dois dias antes... Claro que as paradas são importantes! Mas para dar visibilidade a um movimento que luta pela inclusão, pela diversidade e pelo respeito. Para colocar na mídia, durante o período em que duram os eventos, de maneira geralmente simpática, a causa que todos abraçamos. Também é um dever e um direito nosso, enquanto minorias batalharmos pela nossa visibilidade e pelo respeito a que todos temos direito! Só não podemos confundir o "ato político" de uma parada com o "ato político" de uma eleição. São coisas completamente diferentes, embora no nosso caso, conscientes de nossas necessidades e nossos anseios, possamos tentar incluir no ato de escolha dos representantes políticos, pessoas mais antenadas com nossas necessidades sem, no entanto, esquecermos de que também somos parte de um todo onde existe miséria, violência, fome, doenças, desemprego, exclusões de toda ordem. Precisamos lutar com as armas de que dispomos. Uma delas é o título de eleitor. E cada luta tem suas armas próprias... Esta é a minha opinião pessoal. Abração, Zeca.

 Zeca - 17h53
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Primeira vez

Sinto-me sendo desvirginado. Tenho resistido à idéia de criar um blog, mas acabei cedendo e aqui estou, sem saber muito bem o que dizer. Posso começar dizendo que sou um cara do bem, vivendo em uma típica cidadezinha do sul de Minas Gerais, embora tenha nascido e vivido boa parte de minha vida em São Paulo. Sou bem humorado, me dou muito bem comigo mesmo e não tenho motivos para reclamar da vida. Tenho uma boa família, amo e respeito meus pais e sou um tio coruja de três belos sobrinhos, dois rapazes e uma garota. Moro aqui por opção e me ocupo de várias coisas ao mesmo tempo. Sou pequeno empresário, gosto de desenhar e de pintar e leio muito, além de dedicar boas horas à internet. Tenho formação universitária, em economia e administração e construí uma bela carreira em uma grande multinacional. Um dia, de saco cheio dos falsos sorrisos, da vida ilusória de um executivo bem sucedido, chutei o balde e me mandei. Prá desespero dos meus superiores que acharam que eu estava louco por jogar fora uma carreira tão sólida, bem construída e com um "futuro brilhante". Acontece que eu não conseguia enxergar brilho em vestir diariamente um terno de grife, passar horas e horas em reuniões infindáveis, com a gravata de seda italiana me enforcando e vontade de vestir uma bermuda, uma camiseta e viver, simplesmente, livre de etiquetas, de códigos, de dizer coisas que não pensava. Fui! Sou uma pessoa comum, com muito boa aparência, corpo em forma, cabeça aberta e sem preconceitos. Gosto muito dos meus amigos e sou um amigo fiel, sincero e honesto. Vivo e moro sozinho; desfruto de uma paisagem privilegiada, com um belíssimo lago em frente ao meu apartamento e lindas montanhas ao fundo. Curto as coisas boas que a vida oferece e procuro não perder oportunidades de ser feliz. Gosto de ler, de ouvir boas músicas, de um bom filme ou um bom papo.

 Zeca - 17h04
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